Um homem carrega, com grande esforço e sofrimento físicos, uma pedra enorme até ao cimo de uma montanha. Aí chegado, deixa que a pedra se lhe solte das mãos, e role pela encosta abaixo, para que todo o processo de novo se inicie...Publicado em Outubro de 1942, O Mito de Sísífo faz parte do núcleo central (e essencial) das obras e do percurso pessoal de Albert Camus. Entre 1942 e 1947, este publicou O Estrangeiro e O Mito de Sísifo, viu estrear as suas peças O Equívoco e Calígula, tornou-se chefe de redacção de Combat, o mais prestigiado jornal francês da Libertação, passou a dirigir nas Éditions Gallimard a colecção «Espoir» (Esperança), onde editou autores tão importantes como Violette Leduc, Colette Audry, Simone Weil, René Char ou Brice Parain, e lançou enfim o seu grande romance A Peste.O Míto de Sísífo constitui uma das partes de uma trilogia dedicada por Camus à compreensão do absurdo (as outras duas são O Estrangeíro e Calígula). E é decerto, juntamente com «O Homem Revoltado», o mais importante dos seus ensaios. Alguns anos mais tarde, Sartre resumiria para a revista Paru o que lhe parecia serem as grandes linhas do pensamento exposto neste livro: «A filosofia de Camus é uma filosofia do absurdo, e o absurdo, para ele, nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Os temas que ele extrai deste confronto são os do pessimismo clássico. » Pessimismo? A esta visão é necessário contrapor o aforismo do próprio Camus: «É preciso imaginar Sísifo feliz».
Sinopse
Um homem carrega, com grande esforço e sofrimento físicos, uma pedra enorme até ao cimo de uma montanha. Aí chegado, deixa que a pedra se lhe solte das mãos, e role pela encosta abaixo, para que todo o processo de novo se inicie...Publicado em Outubro de 1942, O Mito de Sísífo faz parte do núcleo central (e essencial) das obras e do percurso pessoal de Albert Camus. Entre 1942 e 1947, este publicou O Estrangeiro e O Mito de Sísifo, viu estrear as suas peças O Equívoco e Calígula, tornou-se chefe de redacção de Combat, o mais prestigiado jornal francês da Libertação, passou a dirigir nas Éditions Gallimard a colecção «Espoir» (Esperança), onde editou autores tão importantes como Violette Leduc, Colette Audry, Simone Weil, René Char ou Brice Parain, e lançou enfim o seu grande romance A Peste.O Míto de Sísífo constitui uma das partes de uma trilogia dedicada por Camus à compreensão do absurdo (as outras duas são O Estrangeíro e Calígula). E é decerto, juntamente com «O Homem Revoltado», o mais importante dos seus ensaios. Alguns anos mais tarde, Sartre resumiria para a revista Paru o que lhe parecia serem as grandes linhas do pensamento exposto neste livro: «A filosofia de Camus é uma filosofia do absurdo, e o absurdo, para ele, nasce da relação entre o homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Os temas que ele extrai deste confronto são os do pessimismo clássico. » Pessimismo? A esta visão é necessário contrapor o aforismo do próprio Camus: «É preciso imaginar Sísifo feliz».Ficha Técnica
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