Publicado em Outubro de 1942, O Mito de Sísifo constitui uma das partes de uma trilogia dedicada por Camus à compreensão do absurdo (as outras duas são O Estrangeiro e Calígula). E é decerto, juntamente com O Homem Revoltado, o mais importante dos seus ensaios. Alguns anos mais tarde, Sartre resumiria para a revista Paru o que lhe parecia serem as grandes linhas do pensamento exposto neste livro: “A filosofia de Camus é uma filosofia do absurdo, e o absurdo, para ele, nasce da relação entre o Homem e o mundo, entre as exigências racionais do homem e a irracionalidade do mundo. Os temas que ele extrai deste confronto são os do pessimismo clássico.” Pessimismo? A esta visão é necessário contrapor o aforismo do próprio Camus: “É preciso imaginar Sísifo feliz”.
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