Com a extinção da Ordem do Templo o plano europeu renasceu em solo
português sob o estandarte da Ordem de Cristo. O génio e a arte de D.
Dinis, e dos subsequentes monarcas, funcionou na protecção e defesa do
Templo/Cristo, doando as terras que conquistavam aos inimigos da cruz,
criando formas inovadoras (a agricultura) de fixar as gentes, povoando e
desenvolvendo o território português através do seu braço mais
contemplativo: o das ordens monásticas, primeiro de Cluny e, depois, de
Cister. Com os novos Cavaleiros de Cristo, o plano templário cumpriu-se
nas caravelas que cruzaram e sulcaram mares e oceanos ignotos da
cristandade, "descobrindo-os" e conquistando-os, sob as velas da cruz de
Cristo. A epopeia marítima templária renasceu, fez-se e realizou-se
paralelamente no plano material e oficial numa refundada Milícia Cristã,
e no espiritual e internamente como sociedade iniciática, no Ideal de
unir o que ninguém mais sepa-rasse, os mares, os povos, as culturas: o
Ocidente e o Oriente, a Cruz e o Crescente. Com a queda definitiva da
Ordem de Cristo no século XVI, uma nova idade, negra, se abate sobre a
humanidade: a da ignorânia e a da separatividade. Inicia-se, então, uma
nova ordem mundial, de cunho ocidentalizante, contraposta às culturas
tradicionais e universais que a então Ordem dos Templários tinha
perfilhado para o destino da humanidade.
Sinopse
Ficha Técnica
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