Emma Goldman é uma mulher pequena, um pouco entroncada, com cabelo ondeado bem arranjado, um olho azul claro, uma boca sensível ainda que não de linhas clássicas. Não é bonita, mas quando a sua face se ilumina com o brilho e o colorido do seu entusiasmo interior é extraordinariamente atraente. Tem gestos delicados, acessível e sem arrogância, livre sem um traço de grosseria e o seu sorriso é francamente sedutor. No que respeita à conversação é um deleite. A sua informação é vasta, a sua experiência abrangente, a sua leitura, em pelo menos três línguas, não tem praticamente limites. Ela tem perspicácia e humor também e uma sinceridade convincente. De que fala? De arte, literatura, ciência, economia, viagens, filosofia, de homens e de mulheres. Pintura, poesia, dramaturgia, personalidades — o melhor assunto para conversa e tudo do ponto de vista de alguém que olha em frente para a revolução. Ela tem a percepção do interlocutor e o dom da expressão sucinta. É simples e não violenta. É afirmativa sem truculência. É gentil e até, por vezes, terna. Toda a sua personalidade vibra com um fervor contagioso. É uma mulher que acredita na sua causa e sente-a com uma intensidade concentrada. É o padrão com que mede todos os valores. Não vê no mundo mais nada que não seja o que deve ser remodelado em qualquer forma próxima do seu desejo profundo. E o que é esse desejo? Liberdade — liberdade absoluta, incondicional, não agressiva. Isso é Anarquia. […]Esta pequena mulher nega a lei, mas não a invoca. Vive com outro homem à margem do casamento legal, mas não exige que a considerem respeitável. Vive livre e está disposta a pagar o preço da deturpação, da injúria, da pobreza, da perseguição. E, entre tudo isto, é serena. Está segura da sua sanidade num mundo louco.»William Marion Reedy, 1908
É licenciada em Biologia (1964) e em Ciências Pedagógicas pela Universidade de Lisboa. Diplomada com o Course in Genetics/Science (1966/67) e doutorada em...
Sinopse
Emma Goldman é uma mulher pequena, um pouco entroncada, com cabelo ondeado bem arranjado, um olho azul claro, uma boca sensível ainda que não de linhas clássicas. Não é bonita, mas quando a sua face se ilumina com o brilho e o colorido do seu entusiasmo interior é extraordinariamente atraente. Tem gestos delicados, acessível e sem arrogância, livre sem um traço de grosseria e o seu sorriso é francamente sedutor. No que respeita à conversação é um deleite. A sua informação é vasta, a sua experiência abrangente, a sua leitura, em pelo menos três línguas, não tem praticamente limites. Ela tem perspicácia e humor também e uma sinceridade convincente. De que fala? De arte, literatura, ciência, economia, viagens, filosofia, de homens e de mulheres. Pintura, poesia, dramaturgia, personalidades — o melhor assunto para conversa e tudo do ponto de vista de alguém que olha em frente para a revolução. Ela tem a percepção do interlocutor e o dom da expressão sucinta. É simples e não violenta. É afirmativa sem truculência. É gentil e até, por vezes, terna. Toda a sua personalidade vibra com um fervor contagioso. É uma mulher que acredita na sua causa e sente-a com uma intensidade concentrada. É o padrão com que mede todos os valores. Não vê no mundo mais nada que não seja o que deve ser remodelado em qualquer forma próxima do seu desejo profundo. E o que é esse desejo? Liberdade — liberdade absoluta, incondicional, não agressiva. Isso é Anarquia. […]Esta pequena mulher nega a lei, mas não a invoca. Vive com outro homem à margem do casamento legal, mas não exige que a considerem respeitável. Vive livre e está disposta a pagar o preço da deturpação, da injúria, da pobreza, da perseguição. E, entre tudo isto, é serena. Está segura da sua sanidade num mundo louco.»William Marion Reedy, 1908Ficha Técnica
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