"A presunção é um recurso cognitivo da comunicação, ciência e do direito
que assume especial acutilância no direito civil, onde desempenha um
papel fulcral na prova designadamente de factos psíquicos, volitivos e
cognitivos. Ao contrário da doutrina clássica que subalternizava a
eficácia da presunção, esta pode sustentar por si só o convencimento
judicial, salvo nos limitados casos em que a lei impede a sua
utilização. Salvaguardadas estas situações, a presunção não é
hierarquicamente inferior aos meios de prova comuns. Nesta obra é feita
uma enunciação analítica dos indícios bem como uma análise prática
designadamente do modo como as presunções judiciais podem relevar para a
prova da simulação, da impugnação pauliana, da prestação defeituosa, do
conhecimento, da incapacidade do testador e dos acidentes de viação.
Esta temática colhe interesse acrescido na medida em que o Código de
Processo Civil de 2013 veio dispor que, na fundamentação da sentença, o
juiz deve explicitar a formulação das presunções judiciais subjacentes
aos factos provados bem como extrair dos factos provas novas presunções
impostas por regras de experiência."
Sinopse
Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)