Foi em Porto-Sudão que tomei conhecimento da morte de A.» O narrador decide então regressar a Paris e procurar compreender as circunstâncias dessa morte, uma espécie de suicídio lento, precedido por uma história de amor infeliz. Pouco a pouco, as peças do xadrez definem-se, e o narrador reconstrói a sucessão de jogadas que levaram ao mate. No começo, havia A., o amigo escritor, marginal num mundo vulgar e conformista, e ela, a jovem mulher, misteriosa, silenciosa e reservada. Depois percebe-se que um dia ela desapareceu, deixando A. à deriva num apartamento vazio, só com as recordações e a «marca de um corpo longamente adorado». Não restam senão as imensas noites alcoolizadas, os antidepressores, a deriva do corpo e do espírito e, no fim do caminho, o hospital e o suicídio. É então que as distâncias se desvanecem, que Porto-Sudão e Paris, cidades de todos os naufrágios, se transformam numa única cidade, que o narrador e A. se confundem numa única desesperança. Raramente a ausência e o abandono, que «fere mais que a morte», terão sido escritos com tal força.
Sinopse
Foi em Porto-Sudão que tomei conhecimento da morte de A.» O narrador decide então regressar a Paris e procurar compreender as circunstâncias dessa morte, uma espécie de suicídio lento, precedido por uma história de amor infeliz. Pouco a pouco, as peças do xadrez definem-se, e o narrador reconstrói a sucessão de jogadas que levaram ao mate. No começo, havia A., o amigo escritor, marginal num mundo vulgar e conformista, e ela, a jovem mulher, misteriosa, silenciosa e reservada. Depois percebe-se que um dia ela desapareceu, deixando A. à deriva num apartamento vazio, só com as recordações e a «marca de um corpo longamente adorado». Não restam senão as imensas noites alcoolizadas, os antidepressores, a deriva do corpo e do espírito e, no fim do caminho, o hospital e o suicídio. É então que as distâncias se desvanecem, que Porto-Sudão e Paris, cidades de todos os naufrágios, se transformam numa única cidade, que o narrador e A. se confundem numa única desesperança. Raramente a ausência e o abandono, que «fere mais que a morte», terão sido escritos com tal força.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)