"Esta é a primeira tradução que se faz destes poemas que são dos mais elucidativos exemplos da escrita e ideologia de Wilde. Reflexo de um cruzamento de doutrinas filosóficas e correntes literárias inovadoras que tendem a propagar-se com a proximidade dos fins de épocas, os escritos de Wilde são, na sua generalidade, frutos de um espírito subversivo e agitador. Como Possidónio Cachapa tão bem o reconhece na sua nota de introdução, as afinidades entre a época de Wilde e a nossa são inúmeras e a actualidade do mais polémico autor de todas as épocas está tão viva como sempre. Neste volume coligem-se esses poemas em prosa, tão próximos dos produzidos pelos autores do simbolismo francês e tão únicos e individuais como só Wilde poderia escrever. Incluem-se de igual modo um conjunto de máximas que elucidam e completam as posições do movimento estéticista como Wilde o perspectivava. *** Nestes seus poemas em prosa, que Possidónio Cachapa traduziu com muita sensibilidade, em perfeita sintonia com o espírito de Wilde, palpita o temperamento lírico do autor (...), envolto na sua cultura, numa curiosa mescla de paganismo e evocações bíblicas, sempre com o gosto requintado, a dourada perversidade do apaixonado que ele foi, como o foi a sua geração... da Introdução de Urbano Tavares Rodrigues Ressuscitado hoje, nestes neo-vitorianos dias, tão hipócritas e dissolutos como os originais, Oscar Wilde teria de ser silenciado de novo. Que é calando as vozes que nos interpelam que se constrói sempre a história da decadência humana. da ""Nota do Traditore"" de Possidónio Cachapa "
Sinopse
"Esta é a primeira tradução que se faz destes poemas que são dos mais elucidativos exemplos da escrita e ideologia de Wilde. Reflexo de um cruzamento de doutrinas filosóficas e correntes literárias inovadoras que tendem a propagar-se com a proximidade dos fins de épocas, os escritos de Wilde são, na sua generalidade, frutos de um espírito subversivo e agitador. Como Possidónio Cachapa tão bem o reconhece na sua nota de introdução, as afinidades entre a época de Wilde e a nossa são inúmeras e a actualidade do mais polémico autor de todas as épocas está tão viva como sempre. Neste volume coligem-se esses poemas em prosa, tão próximos dos produzidos pelos autores do simbolismo francês e tão únicos e individuais como só Wilde poderia escrever. Incluem-se de igual modo um conjunto de máximas que elucidam e completam as posições do movimento estéticista como Wilde o perspectivava. *** Nestes seus poemas em prosa, que Possidónio Cachapa traduziu com muita sensibilidade, em perfeita sintonia com o espírito de Wilde, palpita o temperamento lírico do autor (...), envolto na sua cultura, numa curiosa mescla de paganismo e evocações bíblicas, sempre com o gosto requintado, a dourada perversidade do apaixonado que ele foi, como o foi a sua geração... da Introdução de Urbano Tavares Rodrigues Ressuscitado hoje, nestes neo-vitorianos dias, tão hipócritas e dissolutos como os originais, Oscar Wilde teria de ser silenciado de novo. Que é calando as vozes que nos interpelam que se constrói sempre a história da decadência humana. da ""Nota do Traditore"" de Possidónio Cachapa "Ficha Técnica
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