Stephen Bellamy e Susan Ives estão sentados no banco dos réus, acusados do assassínio de Madeleine, mulher de Stephen. Os jurados ocupam os seus lugares, uma novata no jornalismo, rodeada por colegas já batidos em tais andanças, prepara o seu bloco, disposta a anotar tudo quanto possa daquele drama da vida real cujo primeiro acto está prestes a começar, e o juiz Carver, instalado no seu majestático cadeirão, declara aberta a audiência. O dia inicial é totalmente preenchido pelo implacável requisitório do promotor Daniel Farr. Durante as seis sessões seguintes, são ouvidos treze depoimentos incriminatórios e quatro favoráveis aos inculpados, além do relatório circunspecto de um perito em impressões digitais. Os réus são também interrogados e sucedem-se os incidentes, culminados pelo suicídio de uma das mais importantes testemunhas. Quando os jurados, finalmente, se retiram para deliberar, o leitor dispõe de todas as provas produzidas em juízo e, como eles, pode formular o seu veredicto. Naquela pomposa encenação, em que a Sociedade – seja ela o que for – confere a seres humanos o poder de decidir da vida ou do destino de outros seres humanos, a deliberação do júri estabelecerá a Verdade, a Verdade legal que encerrará o processo Bellamy. Mas será ela toda a Verdade, fiel reconstituição do que, de facto, se passou, quatro meses antes?
Sinopse
Stephen Bellamy e Susan Ives estão sentados no banco dos réus, acusados do assassínio de Madeleine, mulher de Stephen. Os jurados ocupam os seus lugares, uma novata no jornalismo, rodeada por colegas já batidos em tais andanças, prepara o seu bloco, disposta a anotar tudo quanto possa daquele drama da vida real cujo primeiro acto está prestes a começar, e o juiz Carver, instalado no seu majestático cadeirão, declara aberta a audiência. O dia inicial é totalmente preenchido pelo implacável requisitório do promotor Daniel Farr. Durante as seis sessões seguintes, são ouvidos treze depoimentos incriminatórios e quatro favoráveis aos inculpados, além do relatório circunspecto de um perito em impressões digitais. Os réus são também interrogados e sucedem-se os incidentes, culminados pelo suicídio de uma das mais importantes testemunhas. Quando os jurados, finalmente, se retiram para deliberar, o leitor dispõe de todas as provas produzidas em juízo e, como eles, pode formular o seu veredicto. Naquela pomposa encenação, em que a Sociedade – seja ela o que for – confere a seres humanos o poder de decidir da vida ou do destino de outros seres humanos, a deliberação do júri estabelecerá a Verdade, a Verdade legal que encerrará o processo Bellamy. Mas será ela toda a Verdade, fiel reconstituição do que, de facto, se passou, quatro meses antes?Ficha Técnica
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