A transcriação do Poema do Manto efectuou-se a partir da tradução à letra do original em árabe, levada a termo com a ajuda das traduções orais portuguesa e inglesa do então (1989) nosso Professor de Árabe Clássico e Jurisprudência Islâmica, Sheikh Umarmia Badrudin Kashia (a quem agradecemos, saudoso), e em confronto com a versão inglesa de A. Guillaume, in The Life of Muhammad (Siratu Rassulillah) de Ibn Is‘aq, reproduzida in The Holy Verses, de Majid Ali Khan. Por sua vez, a transcrição foi aljamiada (mudada em caracteres arábicos) com base no único tratado de Aljamia existente em vernáculo: Textos em Aljamia Portuguesa, estudo filológico e histórico, por David Lopes, Imprensa Nacional, 1940.Acatámos no geral e no essencial as regras da Aljamia, em estreita conexão com a caligrafia e leitura alcorânicas do Árabe Clássico vocalizado, mas introduzimos, nalguns casos, as nossas próprias regras, não fixas, a fim de conseguir maior proximidade fonética entre as duas linguagens portuguesas: a românica, ou latina, e a arabizada, a qual não se escreve desde o século XVI.[…]O Poema do Manto nasceu do arrependimento do seu Autor, Ka‘b ibn Zuhayr, que costumava satirizar o Profeta Muhammad e os Muçulmanos.Condenado à morte pelo Mensageiro de Deus, abraçou o Islame, aconselhado por seu irmão, que entretanto se convertera, Bujair ibn Zuhayr, outro grande poeta da época, e compôs uma ode, para expressar, de viva voz, o seu arrependimento e pedir perdão ao Profeta. A ode tornou-se célebre sob o título Poema do Manto, Qassidatul-Burdah, porque, a dado passo, quase no fim da composição, quando Ka‘b ibn Zuhayr recitou o verso: ígnea espada indiana, uma espada de Deus, Muhammad ofereceu-lhe, juntamente com o perdão, o seu manto de lã.António Barahona
Sinopse
A transcriação do Poema do Manto efectuou-se a partir da tradução à letra do original em árabe, levada a termo com a ajuda das traduções orais portuguesa e inglesa do então (1989) nosso Professor de Árabe Clássico e Jurisprudência Islâmica, Sheikh Umarmia Badrudin Kashia (a quem agradecemos, saudoso), e em confronto com a versão inglesa de A. Guillaume, in The Life of Muhammad (Siratu Rassulillah) de Ibn Is‘aq, reproduzida in The Holy Verses, de Majid Ali Khan. Por sua vez, a transcrição foi aljamiada (mudada em caracteres arábicos) com base no único tratado de Aljamia existente em vernáculo: Textos em Aljamia Portuguesa, estudo filológico e histórico, por David Lopes, Imprensa Nacional, 1940.Acatámos no geral e no essencial as regras da Aljamia, em estreita conexão com a caligrafia e leitura alcorânicas do Árabe Clássico vocalizado, mas introduzimos, nalguns casos, as nossas próprias regras, não fixas, a fim de conseguir maior proximidade fonética entre as duas linguagens portuguesas: a românica, ou latina, e a arabizada, a qual não se escreve desde o século XVI.[…]O Poema do Manto nasceu do arrependimento do seu Autor, Ka‘b ibn Zuhayr, que costumava satirizar o Profeta Muhammad e os Muçulmanos.Condenado à morte pelo Mensageiro de Deus, abraçou o Islame, aconselhado por seu irmão, que entretanto se convertera, Bujair ibn Zuhayr, outro grande poeta da época, e compôs uma ode, para expressar, de viva voz, o seu arrependimento e pedir perdão ao Profeta. A ode tornou-se célebre sob o título Poema do Manto, Qassidatul-Burdah, porque, a dado passo, quase no fim da composição, quando Ka‘b ibn Zuhayr recitou o verso: ígnea espada indiana, uma espada de Deus, Muhammad ofereceu-lhe, juntamente com o perdão, o seu manto de lã.António BarahonaFicha Técnica
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