"(...) No seu todo, o Estado Novo é, porém, um trabalho de sistematização distante mas escrupolosa dos princípios organizativos do regime, de repositório de factos e números da sua obra económica, social e cultural e, em especial, de explicação da política externa e ultramarina de Salazar e da sua governação.
Nenhum facto primordial falta à narrativa cronológica, como nada do que é importante na doutrina perfilhada pelo autor ou no seu retrato de Salazar deixa de merecer a palavra adequada.
Em certa medida, traduz, eloquentemente, o pano de fundo da biografia de seis volumes que Franco Nogueira escreveu de Salazar. Completa, portanto, essa biografia com o traçado da evolução nacional de 1933 a 1968.
Dir-se-ia, porventura, que nesse pano de fundo há uma omissão a apontar - a do povo, ao qual se encontraria ligado o líder, o herói.
Não se nos afigura, todavia, justa esta acusação.
O povo é para Franco Nogueira uma realidade histórico-cultural, não uma realidade sociológica ou jurídico-política. Pelo que a indicação de personalidade, o rol de eventos e a força dos números têm sempre como par implícito esse povo-nação, devidamente destacado na política externa ou na política ultramarina, além de que, página a página, o autor vai referenciando o "sentir popular", tal como o vê ou revê na busca que procede do passado (...)" (do prefácio do Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa)
Sinopse
"(...) No seu todo, o Estado Novo é, porém, um trabalho de sistematização distante mas escrupolosa dos princípios organizativos do regime, de repositório de factos e números da sua obra económica, social e cultural e, em especial, de explicação da política externa e ultramarina de Salazar e da sua governação.Nenhum facto primordial falta à narrativa cronológica, como nada do que é importante na doutrina perfilhada pelo autor ou no seu retrato de Salazar deixa de merecer a palavra adequada.
Em certa medida, traduz, eloquentemente, o pano de fundo da biografia de seis volumes que Franco Nogueira escreveu de Salazar. Completa, portanto, essa biografia com o traçado da evolução nacional de 1933 a 1968.
Dir-se-ia, porventura, que nesse pano de fundo há uma omissão a apontar - a do povo, ao qual se encontraria ligado o líder, o herói.
Não se nos afigura, todavia, justa esta acusação.
O povo é para Franco Nogueira uma realidade histórico-cultural, não uma realidade sociológica ou jurídico-política. Pelo que a indicação de personalidade, o rol de eventos e a força dos números têm sempre como par implícito esse povo-nação, devidamente destacado na política externa ou na política ultramarina, além de que, página a página, o autor vai referenciando o "sentir popular", tal como o vê ou revê na busca que procede do passado (...)" (do prefácio do Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa)
Ficha Técnica
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