O Barril Mágico, distinguido com o National Book Award, é o
primeiro volume de contos de Bernard Malamud. As treze histórias que o
compõem descrevem um ambiente pobre e urbano, um mundo feito de
mediocridade e de sonhos nunca realizados, mas igualmente de momentos de
ternura e profunda ironia. Nestas, podem encontrar-se algumas das
personagens mais inesquecíveis da literatura; figuras que carregam
consigo um destino atávico e arcaico e, ao mesmo tempo, são a expressão
da experiência existencial do homem contemporâneo. É o caso de Sobel, o
ajudante de sapateiro, na história de vago sabor bíblico que abre o
volume («Os sete primeiros anos»), o qual serve resignada e devotamente o
seu patrão - como Jacob a Labão -, a troco de pouco ou nenhum dinheiro,
apenas pelo amor da filha deste; ou o indolente adolescente do conto
«Leitura de Verão», por muitos apontado como uma das melhores histórias
alguma vez escritas sobre este período da vida, em que o protagonista,
por muito que tente, não consegue escapar à culpa que carrega na sua
consciência; ou ainda o rico alfaiate de «o anjo Levine», cujas
provações, rivalizando apenas com as de Job, são finalmente
recompensadas. Elogiados por Flannery O'Connor e Isaac Singer, venerados por Philip
Roth e Paul Auster, os contos de Bernard Malamud constituem o melhor da
literatura norte-americana. Até hoje inéditos entre nós, estão,
finalmente, disponíveis.
Sinopse
Elogiados por Flannery O'Connor e Isaac Singer, venerados por Philip Roth e Paul Auster, os contos de Bernard Malamud constituem o melhor da literatura norte-americana. Até hoje inéditos entre nós, estão, finalmente, disponíveis.
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