Pedro Silva é sociólogo de formação. Actualmente é professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria e professor convidado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. É Doutor em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.O presente livro corresponde a uma tentativa de problematização da relação escola-família em Portugal, cruzando uma reflexão teórica e conceptual, a partir de uma selecção e análise da bibliografia especializada, uma pesquisa sócio-histórica sobre a emergência e desenvolvimento da participação parental no nosso país, e um estudo etnográfico, conduzido ao longo de mais de dois anos de trabalho de campo, em três comunidades educativas do 1º ciclo no centro-litoral do país.Trata-se de comunidades de população lusa e branca, mas com assinaláveis diferenças de ordem sócio-cultural. Esta diferença de composição permitiu registar uma importante clivagem sociológica nos processos de interacção entre escolas e famílias, a qual se faz sentir sobretudo em termos de classe social e de género. Foi ainda possível constar a multiplicidade de actores sociais envolvidos, os quais se assumem como actores centrais ou actores periféricos em função de cada contexto e não a priori. A clivagem sociológica detectada permitiu entender que estamos perante complexos processos de interacção, donde sobressaem as relações de poder e entre culturas. Teorizar a relação escola-família enquanto relação armadilhada contribui para equacionar práticas emancipadoras, na medida em que se encara a relação como sendo simultaneamente desarmadilhável.
Sinopse
Pedro Silva é sociólogo de formação. Actualmente é professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria e professor convidado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. É Doutor em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.O presente livro corresponde a uma tentativa de problematização da relação escola-família em Portugal, cruzando uma reflexão teórica e conceptual, a partir de uma selecção e análise da bibliografia especializada, uma pesquisa sócio-histórica sobre a emergência e desenvolvimento da participação parental no nosso país, e um estudo etnográfico, conduzido ao longo de mais de dois anos de trabalho de campo, em três comunidades educativas do 1º ciclo no centro-litoral do país.Trata-se de comunidades de população lusa e branca, mas com assinaláveis diferenças de ordem sócio-cultural. Esta diferença de composição permitiu registar uma importante clivagem sociológica nos processos de interacção entre escolas e famílias, a qual se faz sentir sobretudo em termos de classe social e de género. Foi ainda possível constar a multiplicidade de actores sociais envolvidos, os quais se assumem como actores centrais ou actores periféricos em função de cada contexto e não a priori. A clivagem sociológica detectada permitiu entender que estamos perante complexos processos de interacção, donde sobressaem as relações de poder e entre culturas. Teorizar a relação escola-família enquanto relação armadilhada contribui para equacionar práticas emancipadoras, na medida em que se encara a relação como sendo simultaneamente desarmadilhável.Ficha Técnica
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