A poesia de Joana Lapa dá a ver, a imaginar, a sentir, a escutar, um
mundo material, mas acompanhado das ideias puras das coisas. A perfeição
da escrita poética está em conseguir, apenas com as palavras, ir ao
encontro de um espaço e de um tempo estranhos à linguagem, um canto sem
palavras e sem música, o silêncio original, inaudível, incompreensível,
impensável. A deusa da transparência não é contudo uma abstração, ela é a
vida ela mesma, devolvida à sua verdade absoluta. E como para
Nietzsche, o signo desta plenitude nova, reencontrada, é a dança.
Sinopse
Ficha Técnica
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