Mário Pires Cordeiro [MPC] (Lisboa, 1975) tem vindo a desenvolver um corpo de trabalho que se centra na pesquisa sobre sistemas de representação e as suas distintas metodologias e conceitos. O seu método processual assenta numa rigorosa e demorada investigação sobre as convenções inerentes a cada sistema de conhecimento. A base do seu trabalho passa primeiramente pela procura de um processo conceptual que lhe permite abordar um determinado tema ou situação que se revelará, numa segunda fase, plasticamente. Talvez a diferença entre os conceptualistas dos anos 60 e artistas como MPC se situe no facto de, na produção contemporânea, o objecto ter voltado a adquirir uma importância fundamental, no entendimento de que apenas na complementaridade entre a conceptualização e a plasticidade do objecto poderá a obra ficar completa. Poderíamos chegar a afirmar que MPC personifica o arquétipo de um arqueólogo contemporâneo. Ou seja, o seu processo criativo, à maneira dos verdadeiros conceptualistas, inicia-se com uma intensa pesquisa e análise de cariz arqueológico sobre a história das linguagens artísticas e/ou científicas, desconstruindo posteriormente as suas convenções e assinalando as limitações. Seguidamente, explora a visualidade destes conceitos no sentido de encontrar uma solução plástica para a apresentação das suas conclusões.” Filipa Oliveira
Sinopse
Mário Pires Cordeiro [MPC] (Lisboa, 1975) tem vindo a desenvolver um corpo de trabalho que se centra na pesquisa sobre sistemas de representação e as suas distintas metodologias e conceitos. O seu método processual assenta numa rigorosa e demorada investigação sobre as convenções inerentes a cada sistema de conhecimento. A base do seu trabalho passa primeiramente pela procura de um processo conceptual que lhe permite abordar um determinado tema ou situação que se revelará, numa segunda fase, plasticamente. Talvez a diferença entre os conceptualistas dos anos 60 e artistas como MPC se situe no facto de, na produção contemporânea, o objecto ter voltado a adquirir uma importância fundamental, no entendimento de que apenas na complementaridade entre a conceptualização e a plasticidade do objecto poderá a obra ficar completa. Poderíamos chegar a afirmar que MPC personifica o arquétipo de um arqueólogo contemporâneo. Ou seja, o seu processo criativo, à maneira dos verdadeiros conceptualistas, inicia-se com uma intensa pesquisa e análise de cariz arqueológico sobre a história das linguagens artísticas e/ou científicas, desconstruindo posteriormente as suas convenções e assinalando as limitações. Seguidamente, explora a visualidade destes conceitos no sentido de encontrar uma solução plástica para a apresentação das suas conclusões.” Filipa OliveiraFicha Técnica
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