Nas pinturas do Apocalipse de Lorvão é a espada ou a cruz que corta as cabeças? Símbolo humano de redenção e sacrifício, a cruz virou espada que retalha e crucifica, que abre os braços e logo crava o ferro? Que fim de mundo se anuncia nestes homens do tronco, nos rostos, mãos, pés decepados e nesse monstro de múltiplas cabeças e caudas de serpe que tão depressa parece afrontar os santos como servir os seus desígnios?A luta social só perde o canto das armas nos braços que empurram a prensa, nos pés que calcam as uvas antes do mosto, nos troncos curvados ceifando as espigas.Embora noutra linguagem, não é esta a guerra dos forais? Não se derribam as casas dos traidores, não se talham membros e cabeças, não se enterram os assassinos vivos debaixo dos assassinados?Homem do tronco, intentei surpreender essa guerra intestina, alcançar as linhas inteligíveis que se escondem por trás dos gritos, dos cantos, do amor e da cólera.
Sinopse
Nas pinturas do Apocalipse de Lorvão é a espada ou a cruz que corta as cabeças? Símbolo humano de redenção e sacrifício, a cruz virou espada que retalha e crucifica, que abre os braços e logo crava o ferro? Que fim de mundo se anuncia nestes homens do tronco, nos rostos, mãos, pés decepados e nesse monstro de múltiplas cabeças e caudas de serpe que tão depressa parece afrontar os santos como servir os seus desígnios?A luta social só perde o canto das armas nos braços que empurram a prensa, nos pés que calcam as uvas antes do mosto, nos troncos curvados ceifando as espigas.Embora noutra linguagem, não é esta a guerra dos forais? Não se derribam as casas dos traidores, não se talham membros e cabeças, não se enterram os assassinos vivos debaixo dos assassinados?Homem do tronco, intentei surpreender essa guerra intestina, alcançar as linhas inteligíveis que se escondem por trás dos gritos, dos cantos, do amor e da cólera.Ficha Técnica
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