Catarina, uma viúva recente, acaba por aceitar as insistências da sogra, uma pessoa muito autoritária, para fazer um tratamento de psicanálise com uma psiquiatra de grande sucesso, a Dr.ª Sofia Henriques. Depois, o choque de personalidades e de vivências, reflectindo dois mundos bem diferentes, vai tecendo uma teia entre elas, do qual nenhuma sai incólume.
Da agitação de Lisboa à tranquilidade de Elvas, perpassam as memórias do passado e as dificuldades do presente, a ambição desenfreada dos anos 90 e a quietude de quem nada escolheu, que tanto se cruzam como se complementam, protagonizadas por personagens cuja verosimilhança reflecte uma certa realidade da sociedade portuguesa.
Numa escrita limpa, directa, sem artifícios, Maria do Céu Barradas constrói uma narrativa a duas vozes de afectos, opções e também simples aceitação da condição humana, transpondo para a literatura um universo feminino feito de uma grande vontade de desbravar novos caminhos.
De algum modo, parafraseando um autor célebre, este é um livro à volta do tema de “A mulher é a mulher e a sua circunstância”.
É uma convergente dupla história. Trata-se de duas mulheres em confronto: uma psiquiatra ambiciosa, fruindo de grande êxito, ascendendo até ao cargo de Secretária de Estado; uma viúva rica, da alta burguesia, mas pouco determinada, um tanto apática e praticamente incapacitada de tomar quaisquer iniciativas. O confronto é agressivo.
Surpreendentemente, verifica-se uma saudável e positiva interinfluência: a ambiciosa psiquiatra ingressa nos Médicos Sem Fronteiras, e a tímida doente decide realizar um sonho acalentado desde o fim do seu curso de História, que é escrever um romance sobre a Restauração Portuguesa.
A obra desperta interesse, sendo de boa e escorreita leitura, desprovida de supérfluos preciosismos e de acção inteligentemente desenvolvida.
Sinopse
Catarina, uma viúva recente, acaba por aceitar as insistências da sogra, uma pessoa muito autoritária, para fazer um tratamento de psicanálise com uma psiquiatra de grande sucesso, a Dr.ª Sofia Henriques. Depois, o choque de personalidades e de vivências, reflectindo dois mundos bem diferentes, vai tecendo uma teia entre elas, do qual nenhuma sai incólume.
Da agitação de Lisboa à tranquilidade de Elvas, perpassam as memórias do passado e as dificuldades do presente, a ambição desenfreada dos anos 90 e a quietude de quem nada escolheu, que tanto se cruzam como se complementam, protagonizadas por personagens cuja verosimilhança reflecte uma certa realidade da sociedade portuguesa.
Numa escrita limpa, directa, sem artifícios, Maria do Céu Barradas constrói uma narrativa a duas vozes de afectos, opções e também simples aceitação da condição humana, transpondo para a literatura um universo feminino feito de uma grande vontade de desbravar novos caminhos.
De algum modo, parafraseando um autor célebre, este é um livro à volta do tema de “A mulher é a mulher e a sua circunstância”.
Ficha Técnica
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(0 comentários dos leitores)Críticas Literárias
por: Fernanda Botelho em: 00 0000
É uma convergente dupla história. Trata-se de duas mulheres em confronto: uma psiquiatra ambiciosa, fruindo de grande êxito, ascendendo até ao cargo de Secretária de Estado; uma viúva rica, da alta burguesia, mas pouco determinada, um tanto apática e praticamente incapacitada de tomar quaisquer iniciativas. O confronto é agressivo.
Surpreendentemente, verifica-se uma saudável e positiva interinfluência: a ambiciosa psiquiatra ingressa nos Médicos Sem Fronteiras, e a tímida doente decide realizar um sonho acalentado desde o fim do seu curso de História, que é escrever um romance sobre a Restauração Portuguesa.
A obra desperta interesse, sendo de boa e escorreita leitura, desprovida de supérfluos preciosismos e de acção inteligentemente desenvolvida.