Todos conhecemos Marcello Caetano, o delfim e sucessor de Salazar que
marcou os últimos anos do Estado Novo. Mas, se foi possível acompanhar a
vida pública deste Presidente do Conselho durante o período mais negro
da Guerra Colonial, a sua vida privada permaneceu um mistério, ao ponto
de a maioria dos portugueses só ter ouvido falar da sua mulher, Teresa
de Barros, no dia do anúncio oficial da sua morte. Orlando Raimundo - o
jornalista que descobriu nos Arquivos de Salazar um documento de grande
interesse, de início atribuído a Franco Nogueira (mas que veio a
saber-se ser de André Gonçalves Pereira), propondo abdicar das colónias
menos importantes para resistir em Angola e Moçambique - vem, neste seu
ensaio biográfico, penetrar nos bastidores da história de Marcello
Caetano para nos revelar as suas origens modestas, a ajuda dos amigos na
sua formação, o núcleo de pressão que o levou ao poder, o drama vivido
com a doença da mulher, a forma como a filha, Ana Maria Caetano, foi
condenada a assumir o papel de primeira-dama - desistindo de um
casamento com um advogado de grande prestígio - e, por fim, as
determinações frias e racionais sobre a questão colonial que acabaram
por levar à queda do regime em 1974 e ao seu exílio no Brasil. Publicado originalmente em 2000, A Última Dama do Estado Novo e Outras Histórias do Marcelismo foi amplamente revisto e aumentado, trazendo agora a público novas e surpreendentes revelações.
Sinopse
Publicado originalmente em 2000, A Última Dama do Estado Novo e Outras Histórias do Marcelismo foi amplamente revisto e aumentado, trazendo agora a público novas e surpreendentes revelações.
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