«Bento de Araújo ficou deitado de costas sobre uma moita de codessos, com os braços hirtos e abertos em cruz, os punhos cerrados, e os olhos envidraçados de lágrimas. Ao alvorecer do dia, uma nuvem pardacenta, que ondulava pela crista da serra, rasgou-se em saraivada glacial, que lhe batia no rosto e saltava pelo peito nu e descarnado. (…) Quando o tempo estiou, quem denunciara o cadáver já disforme no rosto fora uma revoada de corvos que crocitavam pairando sobre os restos do seu banquete disputado às feras.» Camilo Castelo Branco, A Morgada de Romariz
Sinopse
«Bento de Araújo ficou deitado de costas sobre uma moita de codessos, com os braços hirtos e abertos em cruz, os punhos cerrados, e os olhos envidraçados de lágrimas. Ao alvorecer do dia, uma nuvem pardacenta, que ondulava pela crista da serra, rasgou-se em saraivada glacial, que lhe batia no rosto e saltava pelo peito nu e descarnado. (…) Quando o tempo estiou, quem denunciara o cadáver já disforme no rosto fora uma revoada de corvos que crocitavam pairando sobre os restos do seu banquete disputado às feras.» Camilo Castelo Branco, A Morgada de RomarizFicha Técnica
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