Um dia os malditos - desempregados, miseráveis, precários, enganados,
distraídos, informados, pobres, remediados - acordaram. Bastou sentirem o
chão fugir-lhes dos pés. Bastou perderem o pouco que ainda tinham: os
parcos subsídios de desemprego, os salários desvalorizados, as pensões
de miséria, o Estado Social imberbe.
A Era dos Malditos
conta a história de uma revolta que já há muito se anunciava. A revolta
do exército de desempregados, de gente a quem lhes foi roubada qualquer
ideia de futuro, que invade as ruas das principais cidades, destrói uma
sociedade construída sobre alicerces demasiado débeis, desnorteia
governos que há muito haviam deixado de contar com o apoio dos cidadãos.
Um
dia tiraram-lhes tudo, pensando que era possível viver-se com quase
nada ou mesmo com nada. O resultado é invariavelmente o mesmo: a
revolta.
A luta dos malditos só nos pode ser familiar: a luta por
uma vida com dignidade, apenas isso. A pretexto de uma crise e da
condição de urgência resultante dessa crise, eliminou-se o pouco que
restava aos malditos, os que já o eram antes da famigerada crise e aos
que passaram a sentir na pele essa condição de "malditos", os mesmos que
não questionavam o presente e quando passaram a fazê-lo, deixaram de
vislumbrar qualquer ideia de futuro. A única luz ao fundo do túnel que
lhes resta está nas ruas.
Sinopse
A Era dos Malditos conta a história de uma revolta que já há muito se anunciava. A revolta do exército de desempregados, de gente a quem lhes foi roubada qualquer ideia de futuro, que invade as ruas das principais cidades, destrói uma sociedade construída sobre alicerces demasiado débeis, desnorteia governos que há muito haviam deixado de contar com o apoio dos cidadãos.
Um dia tiraram-lhes tudo, pensando que era possível viver-se com quase nada ou mesmo com nada. O resultado é invariavelmente o mesmo: a revolta.
A luta dos malditos só nos pode ser familiar: a luta por uma vida com dignidade, apenas isso. A pretexto de uma crise e da condição de urgência resultante dessa crise, eliminou-se o pouco que restava aos malditos, os que já o eram antes da famigerada crise e aos que passaram a sentir na pele essa condição de "malditos", os mesmos que não questionavam o presente e quando passaram a fazê-lo, deixaram de vislumbrar qualquer ideia de futuro. A única luz ao fundo do túnel que lhes resta está nas ruas.
Ficha Técnica
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