Ramón Gómez de la Serna
Ramón Gómez de la Serna, ou simplesmente Ramón, como toda a Europa e América Latina artísticas o conheceram nos anos 20 ou 30, nasceu em Madrid em 1888. Aos vinte anos, dirigiu uma revista literária (Prometeo) que durou até 1912. Interessado por tudo o que é moderno, fundou, em 1915, na Calle de Carretas, não muito longe da Puerta del Sol, a tertúlia do "Café del Pombo", por onde irá passar toda a ‘intelligentsia’ espanhola, e não só, atraída pela sua fama de grande mestre do humor e da vanguarda. Tentou criar em Madrid um ambiente cosmopolita e verdadeiramente moderno. Viajou muito — viveu em Paris, Nápoles, Genebra, construiu uma moradia no Estoril, onde passou largas temporadas, mas é sobretudo Madrid que palpita na sua obra.
Obra imensa — de todos os géneros que existiam e que não existiam: romances (La Viuda Blanca y Negra, La Quinta de Palmyra, Seis Falsas Novelas, La Nardo, La Mujer de Âmbar), crónicas (El Rastro, Toda la História de Puerta del Sol, La Proclama del Pombo…), biografias (Lope Viviente, Ramón del Valle Inclán, Goya, Oscar Wilde, Velásquez…), ensaios (El Circo, Senos…), autobiografia (El Libro Mudo, Secretos, Automoribundia…), numa lista de duzentos títulos. Foi traduzido por toda a Europa. Com Chaplin e Pitigrilli, foi o único estrangeiro admitido na Academia de Humor Francesa. E Valéry Larbaud, que poucas vezes se enganou, dele disse "Com Proust e Joyce é um dos maiores escritores do século XX". Em 1936, com o deflagrar da Guerra Civil, parte para Buenos Aires onde conhecera Luisa Sofovitch, que o acompanhou até à morte em 1963.
Jorge Silva Melo no prefácio à obra Greguerías.
Sou este autor e quero editar a minha página pública
Comentários
Para comentar precisa de estar registado



