Álvaro Guerra

Álvaro Guerra, pseudónimo de Manuel Soares, combateu na Guerra do Ultramar, mais propriamente na Guiné-Bissau, entre 1961 e 1963. Desde cedo se manifestou contra o salazarismo e contra a guerra colonial (gabava-se de ter sido dos primeiros autores a escrever sobre esta guerra). 

Após um ferimento, regressou a Portugal, tendo logo em 1964 rumado a França, para estudar publicidade na École des Hautes Études da Sorbonne, onde permaneceu até 1969, evitando as perseguições da PIDE. Regressado ao seu país, ligou-se ao jornalismo tendo colaborado no "República" e participado na fundação de "A luta", sempre numa prespectiva oposicionista. Esta sua actividade jornalistica levá-lo-ia, após o 25 de Abril, à Direcção de Informação da RTP. Foi conselheiro do Presidente da República Ramalho Eanes no 1.º mandato deste, tendo depois abraçado a carreira diplomática, que o levaria, como embaixador, à antiga Jugoslávia, Índia, Zaire, Estrasburgo e Suécia.

Viria a falecer a 18 de Abril de 2002, vítima de complicações cardíacas. Ao longo da sua vida permaneceu sempre muito ligado à sua terra natal e ao que mais a caracteriza: a tauromaquia. A este propósito afirmou no Congresso Mundial de Cidades Taurinas, realizado em Vila Franca em 2001, que "A escrita é um desafio, tal como a tourada. Gostaria de fazer da minha vida uma tauromaquia".

O seu primeiro romance Os Mastins, teve a honra de ser prefaciado pelo seu conterrâneo Alves Redol. Nesta obra, e como se iria revelar ao longo da sua carreira, nota-se uma abordagem política e uma crença na contínua influência do passado sobre o presente e o devir histórico. Na verdade, Álvaro Guerra destacou-se no romance histórico, nomeadamente naquele que aborda as grandes temáticas portuguesas do século XX (como aquelas que são, porventura, as suas obras mais conhecidas, a trilogia dos cafés, Café Central, Café República e Café 25 de Abril) ou ibéricas, como no caso de O jardim das Paixões Extintas, obra maior sobre a Guerra Civil de Espanha. Noutra das suas obras, A Guerra Civil, aborda as lutas entre liberais e absolutistas no século XIX. Noutro registo foi distinguido com o Grande Prémio da Crónica da APE, com o seu livro Crónicas Jugoslavas, marcado pela sua experiência diplomática.

Nasceu a 19 de Outubro de 1936 , Vila Franca de Xira, Portugal
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