Julien Gracq
Julien Gracq, de nome verdadeiro Louis Poirier, foi um escritor francês. Um dos autores mais discretos do cenário literário francês, pois considerava que o escritor deve desaparecer por detrás de sua obra. Influenciado pelo romantismo alemão e pelo surrealismo, a obra de Julien Gracq combinava o insólito e o simbolismo fantástico.
Antigo aluno da École Normale Supérieure (promotion 1930) e da École Libre des Sciences Politiques, agrégé d'histoire et de géographie, fez uma carreira de professor nos liceus de Quimper, Nantes, Amiens e no liceu Claude-Bernard de Paris, do qual se aposentou em 1970. Na Segunda Guerra Mundial, foi mobilizado.
Depois da recusa da editora Gallimard, publicou sua primeira obra, Au Château d'Argol, com o editor José Corti ao qual permaneceu fiel. André Breton chamou a atenção para o romance e contribuiu para as primeiras notas da crítica literária. Gracq manteve-se próximo a André Breton, sem se filiar no movimento surrealista. Escreveu em seguida um ensaio intitulado André Breton, quelques aspects de l'écrivain em 1948.
A descoberta de As Falésias de Mármore de Ernst Jünger foi uma verdadeira revelação para Julien Gracq. Em 1951 rejeitou o prémio Goncourt pela sua obra-prima A Costa das Sirtes. Os seus romances caracterizam-se por uma estética próxima do Surrealismo, embora se mostrem sensíveis a certos ambientes de mistério e demonstrem um gosto pelo passado mais tipicamente românticos.
Nasceu a 27 de Julho de 1910 , Saint-Florent-le-Vieil, Maine-et-Loire, França
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