Winesburg, Ohio é um vivo
retrato de uma pequena povoação da América profunda. O fio condutor da
narrativa é o jovem George Willard, um repórter do jornal local a quem
os habitantes da povoação confidenciam as suas esperanças, sonhos e
medos. Com uma escrita tão depurada como sensível, Anderson mostra-nos a
vida íntima de figuras estranhas e comoventes marcadas pelo
desassossego e pela solidão. Winesburg, Ohio é considerada uma obra
de referência da narrativa norte-americana e o quilómetro zero de onde
partem, entre muitos outros, Hemingway, Faulkner, Cheever, Carver e
Updike.
"Winesburg, Ohio de Sherwood Anderson é um daqueles
livros de tal modo conhecidos pelo título que imaginamos saber o que há
dentro dele: o esboço de uma população vista mais ou menos em corte
transversal, de uma pequena cidade do Midwest americano. É tanto isto
quanto os quadros de Edward Munch são retratos da classe média
norueguesa na viragem do século. O mais importante, para Anderson e para
Munch, não são as roupas e os móveis ou sequer os corpos, mas o grito
que eles escondem - a pressão ou torsão psicológica sob a aparência
social. Por mais que o seu tom possa soar como factual, Winesburg, Ohio é
febril, fantasmático, onírico. Anderson tinha apropriadamente
intitulado esta colectânea de contos frouxamente interligados O Livro do
Grotesco; o seu editor, B. W. Huebsch, sugeriu um título mais
apelativo. O livro foi publicado em 1919, quando Anderson tinha quarenta
e três anos; valeu-lhe a fama e continua a ser a sua obra-prima." do posfácio, de John Updike
Sinopse
Winesburg, Ohio é um vivo retrato de uma pequena povoação da América profunda. O fio condutor da narrativa é o jovem George Willard, um repórter do jornal local a quem os habitantes da povoação confidenciam as suas esperanças, sonhos e medos. Com uma escrita tão depurada como sensível, Anderson mostra-nos a vida íntima de figuras estranhas e comoventes marcadas pelo desassossego e pela solidão.
Winesburg, Ohio é considerada uma obra de referência da narrativa norte-americana e o quilómetro zero de onde partem, entre muitos outros, Hemingway, Faulkner, Cheever, Carver e Updike.
"Winesburg, Ohio de Sherwood Anderson é um daqueles livros de tal modo conhecidos pelo título que imaginamos saber o que há dentro dele: o esboço de uma população vista mais ou menos em corte transversal, de uma pequena cidade do Midwest americano. É tanto isto quanto os quadros de Edward Munch são retratos da classe média norueguesa na viragem do século. O mais importante, para Anderson e para Munch, não são as roupas e os móveis ou sequer os corpos, mas o grito que eles escondem - a pressão ou torsão psicológica sob a aparência social. Por mais que o seu tom possa soar como factual, Winesburg, Ohio é febril, fantasmático, onírico. Anderson tinha apropriadamente intitulado esta colectânea de contos frouxamente interligados O Livro do Grotesco; o seu editor, B. W. Huebsch, sugeriu um título mais apelativo. O livro foi publicado em 1919, quando Anderson tinha quarenta e três anos; valeu-lhe a fama e continua a ser a sua obra-prima."
do posfácio, de John Updike
Ficha Técnica
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