"Lá, onde o Ave se abandona ao abraço imenso do Atlântico, aninhada na encosta do monte, Vila do Conde contempla a sua rara beleza refletida nas águas do rio. Cedo se sentiu o apelo sedutor do vasto oceano que se espraia na linha do horizonte, e os seus filhos partiram a desvendar-lhe os mistérios. A época quinhentista, com a Expansão Marítima, foi o período áureo desta cidade em que se construiram alguns barcos que chegaram ao Brasil e à Índia, e o esplendor desses tempos conferiu a Vila do Conde um carácter nobre e aristocrático que sobreviveu até aos dias de hoje e pode ser admirado nas suas numerosas jóias arquitectónicas. Os monumentos religiosos constituem alguns dos melhores exemplos: a Igreja Matriz, uma das construções mais belas do reinado de D. Manuel, a Igreja da Misericórdia ou, ainda, a Igreja de Nossa Senhora da Lapa e as muitas capelas. Também os edifícios seculares ostentam uma beleza incontestável: o Pelourinho manuelino, os Paços do Concelho, o Aqueduto ou o Castelo de S. João Baptista. Por fim, a merecerem também referência algumas residências: o Solar Vasconcelos, a Casa de S. Sebastião, a Casa do Vinhal, a Casa de S. Roque ou a Casa da Beijoca. Esta bonita cidade da foz do Ave, que encantou sucessivas gerações de visitantes, foi também a musa inspiradora de um poema de Ruy Belo: ""O lugar onde o coração se esconde / e a mulher eterna tem a luz na fronte / fica no norte e é vila do conde"". "
Sinopse
"Lá, onde o Ave se abandona ao abraço imenso do Atlântico, aninhada na encosta do monte, Vila do Conde contempla a sua rara beleza refletida nas águas do rio. Cedo se sentiu o apelo sedutor do vasto oceano que se espraia na linha do horizonte, e os seus filhos partiram a desvendar-lhe os mistérios. A época quinhentista, com a Expansão Marítima, foi o período áureo desta cidade em que se construiram alguns barcos que chegaram ao Brasil e à Índia, e o esplendor desses tempos conferiu a Vila do Conde um carácter nobre e aristocrático que sobreviveu até aos dias de hoje e pode ser admirado nas suas numerosas jóias arquitectónicas. Os monumentos religiosos constituem alguns dos melhores exemplos: a Igreja Matriz, uma das construções mais belas do reinado de D. Manuel, a Igreja da Misericórdia ou, ainda, a Igreja de Nossa Senhora da Lapa e as muitas capelas. Também os edifícios seculares ostentam uma beleza incontestável: o Pelourinho manuelino, os Paços do Concelho, o Aqueduto ou o Castelo de S. João Baptista. Por fim, a merecerem também referência algumas residências: o Solar Vasconcelos, a Casa de S. Sebastião, a Casa do Vinhal, a Casa de S. Roque ou a Casa da Beijoca. Esta bonita cidade da foz do Ave, que encantou sucessivas gerações de visitantes, foi também a musa inspiradora de um poema de Ruy Belo: ""O lugar onde o coração se esconde / e a mulher eterna tem a luz na fronte / fica no norte e é vila do conde"". "Ficha Técnica
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