A 24 de Maio de 1878 o protagonista principal do romance, o rico engenheiro americano Ned Kelly, descola no seu aeróstato, o Washington, da ilha Bretã (trata-se da ilha do Cabo Bretão, na Nova Escócia) na companhia do pávido servidor negro Simão e do revolucionário irlandês Harry O’Donnell, aeronauta por acaso. Pretende tentar o grande salto rumo à Europa ou, pelo menos, à outra margem do oceano, mas o balão vai parar, empurrado pelas rajadas poderosas do vento, no meio das emaranhadas florestas do arquipélago dos Bijagós, povoadas de pouco recomendáveis indígenas. O Washington de qualquer maneira conseguira atravessar o Atlântico e isso era o que se lhe exigia.
Quanto às terras que são ou foram no passado do domínio português e que aparecem no romance, Mister Kelly e o irlandês O’Donnell sobrevoam sucessivamente a Madeira, Cabo Verde e a Guiné-Bissau.
Muito espaço é dedicado à Madeira. A primeira parte do capítulo XXI apresenta e descreve o arquipélago, que é imediatamente associado à «excelência dos seus vinhos, que têm fama mundial». No entanto, a referência ao célebre vinho surge ainda no início do capítulo XIX, quando os dois protagonistas comentam a possibilidade de ir parar às Canárias ou nos seus arredores e O’Donnell pensa logo que seria uma boa oportunidade para tragar uma garrafa de «excelente vinho da Madeira».
O arquipélago é observado do céu, fornecendo-se dados sobre a sua geografia e sobre alguns elementos da sua história, sem deixar de relatar o mito da descoberta da Madeira.
Sinopse
Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)