Veneza é a mais bela e extraordinária cidade do mundo. Esta afirmação é tão indiscutível como a que lhe chama a maior obra de arte jamais criada. Tal visão abrange a arquitectura, a arte, a sua localização na água e uma história que dá à cidade a obsessiva atmosfera que evoca a magnificência do seu passado. Quando se avista Veneza pela primeira vez tem-se o choque de surpresa e prazer, quer se chegue aos degraus da estação de caminho-de-ferro, quer se esteja num táxi aquático, proveniente do aeroporto, quando de súbito se desemboca de um canal para os esplendores ensolarados do Grande canal ou da Baía de S. Marcos. Tão intenso prazer será frequentemente sentido nos dias seguintes e a repetição das visitas só o estimulará. Umas vezes será a vista: o pôr do sol por trás da abóboda da Salute, a lua em cima da ilha de San Giorgio. Também pode ser a súbita visão de um tecto pintado, reflexos de arcos góticos nas plácidas águas de um canal, figuras encapuzadas, com máscaras e chapéus de três bicos, avistadas por entre o nevoeiro por ocasião do Carnaval, em pleno Inverno, gôndolas a salpicarem a água de reflexos dançantes, até neve em Rialto. Não admira que há tanto tempo encante os visitantes - não apenas pela vista, mas também espiritualmente. Alguns queixar-se-ão de que não apreciaram a sua primeira visita a Veneza: estava muito calor e havia gente a mais, os canais cheiravam mal e os mosquitos surgiam à noite. Que o leitor não se deixe desanimar. Claro que pode estar calor, e por vezes os mosquitos aparecem no Verão, o que acontece por estas latitudes. Pode haver cheiros a maresia, e também, no Verão, ocasionais baforadas de algo pior, o que é raro. Sim, pode haver multidões - por vezes excessivas na estação alta - porém, Veneza tem condições para as receber.
Sinopse
Veneza é a mais bela e extraordinária cidade do mundo. Esta afirmação é tão indiscutível como a que lhe chama a maior obra de arte jamais criada. Tal visão abrange a arquitectura, a arte, a sua localização na água e uma história que dá à cidade a obsessiva atmosfera que evoca a magnificência do seu passado. Quando se avista Veneza pela primeira vez tem-se o choque de surpresa e prazer, quer se chegue aos degraus da estação de caminho-de-ferro, quer se esteja num táxi aquático, proveniente do aeroporto, quando de súbito se desemboca de um canal para os esplendores ensolarados do Grande canal ou da Baía de S. Marcos. Tão intenso prazer será frequentemente sentido nos dias seguintes e a repetição das visitas só o estimulará. Umas vezes será a vista: o pôr do sol por trás da abóboda da Salute, a lua em cima da ilha de San Giorgio. Também pode ser a súbita visão de um tecto pintado, reflexos de arcos góticos nas plácidas águas de um canal, figuras encapuzadas, com máscaras e chapéus de três bicos, avistadas por entre o nevoeiro por ocasião do Carnaval, em pleno Inverno, gôndolas a salpicarem a água de reflexos dançantes, até neve em Rialto. Não admira que há tanto tempo encante os visitantes - não apenas pela vista, mas também espiritualmente. Alguns queixar-se-ão de que não apreciaram a sua primeira visita a Veneza: estava muito calor e havia gente a mais, os canais cheiravam mal e os mosquitos surgiam à noite. Que o leitor não se deixe desanimar. Claro que pode estar calor, e por vezes os mosquitos aparecem no Verão, o que acontece por estas latitudes. Pode haver cheiros a maresia, e também, no Verão, ocasionais baforadas de algo pior, o que é raro. Sim, pode haver multidões - por vezes excessivas na estação alta - porém, Veneza tem condições para as receber.Ficha Técnica
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