«O livro Uma arte do degelo: a bio-arte e a tectónica do presente é uma
reflexão sobre as implicações das biotecnologias no campo artístico. A
bio-arte usa, como media, a vida, manipulando-a em laboratório,
recontextualizando-a no espaço público, exigindo ponderação reflexiva.
Os trabalhos que se fazem aí inscrever parecem sugerir uma perturbação
profunda das fronteiras que opõem natureza a cultura, arte a ciência,
estética a ética, conhecimento a poder. Para lá da perturbação, a
discussão encetada pretende levantar a hipótese de que o que está em
jogo aqui se prende com a possibilidade desta forma de arte estar tão-só
a solicitar, de todos nós, uma leitura mais atenta e mais participada
do território dos especialistas ou oficiantes de laboratório. É não
tanto a arte que é, através da bio-arte, objecto de uma torção crítica
ou reflexiva (como se fosse ainda possível fazê-lo em arte após as
aventuras e derivas que o século XX, em particular, nos ofereceu), mas a
tecno-ciência na sua relação com a pólis. Não é a arte que se torna
perigosa ao cooptar as biotecnologias de última vaga. É antes esse mundo
híbrido que a tecno-ciência instaura que reclama tal perigo.» Luís Quintais, Junho de 2015
Sinopse
Luís Quintais, Junho de 2015
Ficha Técnica
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