Este é o primeiro livro da britânica Julia Blackburn, filha do poeta Thomas Blackburn, um misto de relato de viagens (com experiências pessoais à mistura) e biografia romanceada (por isso há quem a compare a Bruce Chatwin) sobre o desterro de Napoleão, após a derrota de Waterloo, na ilha de Santa Helena, onde viria a morrer. O seu corpo seria mais tarde enviado para França e mumificado, e pode ser visitado nos Invalides, em Paris. O pretexto para este livro parte de um facto quase anedótico. Consta que os testículos e o pénis de Napoleão lhe foram cortados, e conservados em álcool, num museu do sul de França, e Julia Blackburn diz que ao vê-los teve a ideia de escrever a biografia do imperador. Os dias de Napoleão naquela ilha do Atlântico Sul (que em meados do séc. XVI o português Fernando Lopes, ali refugiado para esconder uma deformação que lhe fora infligida como castigo por ter abraçado a fé muçulmana, havia transformado numa espécie de paraíso de flores, frutos e pássaros, mas que três séculos depois se tornara um local áspero e rude) foram-lhe decerto difíceis, obrigado que era a viver perto de ratos e pulgas, ele que já fora um dos homens mais poderosos do mundo. Talvez para combater o tédio, decidiu criar um jardim, e levantava-se de madrugada para cuidar das flores. Mas já não viveria muitos mais anos, pois um cancro do estômago, ou um envenenamento por arsénico, levá-lo-iam em 1821, seis anos volvidos sobre o início do seu desterro.
Sinopse
Este é o primeiro livro da britânica Julia Blackburn, filha do poeta Thomas Blackburn, um misto de relato de viagens (com experiências pessoais à mistura) e biografia romanceada (por isso há quem a compare a Bruce Chatwin) sobre o desterro de Napoleão, após a derrota de Waterloo, na ilha de Santa Helena, onde viria a morrer. O seu corpo seria mais tarde enviado para França e mumificado, e pode ser visitado nos Invalides, em Paris. O pretexto para este livro parte de um facto quase anedótico. Consta que os testículos e o pénis de Napoleão lhe foram cortados, e conservados em álcool, num museu do sul de França, e Julia Blackburn diz que ao vê-los teve a ideia de escrever a biografia do imperador. Os dias de Napoleão naquela ilha do Atlântico Sul (que em meados do séc. XVI o português Fernando Lopes, ali refugiado para esconder uma deformação que lhe fora infligida como castigo por ter abraçado a fé muçulmana, havia transformado numa espécie de paraíso de flores, frutos e pássaros, mas que três séculos depois se tornara um local áspero e rude) foram-lhe decerto difíceis, obrigado que era a viver perto de ratos e pulgas, ele que já fora um dos homens mais poderosos do mundo. Talvez para combater o tédio, decidiu criar um jardim, e levantava-se de madrugada para cuidar das flores. Mas já não viveria muitos mais anos, pois um cancro do estômago, ou um envenenamento por arsénico, levá-lo-iam em 1821, seis anos volvidos sobre o início do seu desterro.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)