"Não sei se o meu dom me encontrou a mim ou eu a ele. O meu dom…É
difícil de explicar. Como aprendi a utilizá-lo é ainda mais estranho de
relatar. Como acabei por trabalhar para Eles, acho que também não é nada
simples de explicar. Mas quero contar-vos. Há coisas, pequenos
detalhes, que formam parte de nós próprios e nos fazem ser como somos. E
o dom era algo que me definia. Ainda que o utilizaasse muito pouco.
Fazia-me sentir mais vivo. Se estivesse a usar o dom quando vi a
rapariga do Espanhol talvez não tivesse sentido o mesmo por ela. O que
senti foi primário, foi muito autêntico. Como podia ter tantas saudades
dela sem a conhecer? O ser humano é mágico e indescritível. Sentia algo
especial ao voltar a recordá-la. Aquela confiança não deve surgir entre
desconhecidos mas que às vezes existe e é mais intensa do que a que
sentimos por alguém que faz parte do nosso ambiente há mais de vinte
anos. Ela não se tinha apercebido da minha presença, não tinha sentido
que os meus olhos não se tinham afastado dos dela nem por um instante"
Sinopse
Ficha Técnica
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