De acordo com alguns relatórios de organizações internacionais que promovem os direitos da criança, a exploração do trabalho infantil poderá estar a crescer em vários países do mundo, especialmente os mais afetados pela crise do capitalismo financeiro que se declarou em 2008-09, e entre as populações mais desenraizadas e excluídas, nomeadamente imigrantes e grupos residentes em regiões de estrutura socioeconómica fragmentária, com desindustrialização crescente e de enfraquecimento das políticas de proteção social. Portugal é um país onde a exploração do trabalho infantil na indústria manufatureira e da construção civil e em alguns serviços (especialmente no pequeno comércio) teve – tudo o indica – uma importante redução nas últimas duas décadas Em Portugal, faltam-nos estudos que dêem conta desta realidade das chamadas “piores formas de trabalho infantil”. Mas todos sabemos que ela existe. Criar alternativas é também uma tarefa do trabalho académico, no quadro de uma investigação social pública, isto é, implicada no processo de assimilação e transformação dos seus resultados cognitivos em políticas e práticas promotoras do bem-estar social. Este livro pode ajudar a construir novas reflexões e, sobretudo, a fundamentar intervenções nas escolas e nas comunidades que se coloquem ao serviço dos direitos das crianças, em tempos tão ameaçadores.
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