¿As personagens e os locais são ficção¿: este o esclarecimento e o aviso que a autora achou por bem apor na cópia que me confiou para que escrevesse este breve prefácio. E trata-se, sem dúvida, de invenção: personagens, lugares, acontecimentos, todos são fruto de elaboração imaginária da escrita. Todavia, como quase sempre acontece, a ficção tem artes de devolver a realidade de modo ainda mais real, bem como o ¿fingimento¿ pode servir para desvelar (e intensificar) a verdade. Não é de estranhar, portanto, que a autora, apesar da ficção e do desejado distanciamento, não fale de outras coisas senão das que lhe são próximas, próprias, mergulhando o leitor na realidade que ela conhece, vive e respira. Tudo isto, que releva de uma constatação elementar, a que nenhum escritor escapa, reveste-se, no caso presente, de um interesse peculiar: é que a autora, nascida em 1990, fornece-nos um testemunho real (ficcionado e, por esse motivo, verdadeiro...) do seu mundo, o mundo dos quinze anos, das aulas, dos ¿stôres¿, das primeiras paixões, dos TPC (trabalhos para casa), das redes afectivas ao mesmo tempo complexas e simples, pesadíssimas e leves, com que os quinze anos se implicam com o mundo, na escola, em casa, na rua.
Sinopse
¿As personagens e os locais são ficção¿: este o esclarecimento e o aviso que a autora achou por bem apor na cópia que me confiou para que escrevesse este breve prefácio. E trata-se, sem dúvida, de invenção: personagens, lugares, acontecimentos, todos são fruto de elaboração imaginária da escrita. Todavia, como quase sempre acontece, a ficção tem artes de devolver a realidade de modo ainda mais real, bem como o ¿fingimento¿ pode servir para desvelar (e intensificar) a verdade. Não é de estranhar, portanto, que a autora, apesar da ficção e do desejado distanciamento, não fale de outras coisas senão das que lhe são próximas, próprias, mergulhando o leitor na realidade que ela conhece, vive e respira. Tudo isto, que releva de uma constatação elementar, a que nenhum escritor escapa, reveste-se, no caso presente, de um interesse peculiar: é que a autora, nascida em 1990, fornece-nos um testemunho real (ficcionado e, por esse motivo, verdadeiro...) do seu mundo, o mundo dos quinze anos, das aulas, dos ¿stôres¿, das primeiras paixões, dos TPC (trabalhos para casa), das redes afectivas ao mesmo tempo complexas e simples, pesadíssimas e leves, com que os quinze anos se implicam com o mundo, na escola, em casa, na rua.Ficha Técnica
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