Este livro não é um manual para passar o exame de condução, mas o livro de quem flagela a escrita porque não sabe que mais fazer para tentar parar a guerra criminosa que sangra as estradas e ruas deste país – de uma ‘guerra civil’ que assinala uma desesperante miséria ética e cultural. Os textos aqui incluídos versam portanto sobre questões de ‘trânsito’, numa irregular sequência cronológica. Numa primeira parte, são congregadas reflexões várias sobre o trágico namoro nacional com o pedal do acelerador rodoviário, tal como se exprime nas gloriosas novas rodovias de um Portugal fingidamente ‘europeízado’. Numa segunda parte, os ensaios evocam os efeitos devastadores que uma descontrolada invasão automóvel causou na minha cidade natal, evidenciando um sistemático desamor colectivo pelo chão de calçada e pela dignidade da cidadania.Este é um livro que dedico a um pequeno grupo de pessoas para quem o associativismo militante é talvez uma repugnância epidérmica mas que, ainda assim, quis e quer mostrar que para exercer direitos e deveres de cidadania, e para se ser cidadão de pleno direito, não é necessário ter automóvel mas sim aceitar auto-responsabilizar-se — automobilizar-se. Pobre oferta esta, feita de fiapos de ideias, de argumentos inconclusivos e de imagens incoerentes. São, na sua maioria, pedaços de prosa ensaística escrita nas páginas do semanário O Independente, a cuja direcção agradeço devidamente a autorização de publicação. São textos que evidenciam o problema grande que eu tenho com este país”.Manuel João Ramos, no prólogo deste livro.
Sinopse
Este livro não é um manual para passar o exame de condução, mas o livro de quem flagela a escrita porque não sabe que mais fazer para tentar parar a guerra criminosa que sangra as estradas e ruas deste país – de uma ‘guerra civil’ que assinala uma desesperante miséria ética e cultural. Os textos aqui incluídos versam portanto sobre questões de ‘trânsito’, numa irregular sequência cronológica. Numa primeira parte, são congregadas reflexões várias sobre o trágico namoro nacional com o pedal do acelerador rodoviário, tal como se exprime nas gloriosas novas rodovias de um Portugal fingidamente ‘europeízado’. Numa segunda parte, os ensaios evocam os efeitos devastadores que uma descontrolada invasão automóvel causou na minha cidade natal, evidenciando um sistemático desamor colectivo pelo chão de calçada e pela dignidade da cidadania.Este é um livro que dedico a um pequeno grupo de pessoas para quem o associativismo militante é talvez uma repugnância epidérmica mas que, ainda assim, quis e quer mostrar que para exercer direitos e deveres de cidadania, e para se ser cidadão de pleno direito, não é necessário ter automóvel mas sim aceitar auto-responsabilizar-se — automobilizar-se. Pobre oferta esta, feita de fiapos de ideias, de argumentos inconclusivos e de imagens incoerentes. São, na sua maioria, pedaços de prosa ensaística escrita nas páginas do semanário O Independente, a cuja direcção agradeço devidamente a autorização de publicação. São textos que evidenciam o problema grande que eu tenho com este país”.Manuel João Ramos, no prólogo deste livro.Ficha Técnica
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