Como é que enfrentamos o envelhecimento das pessoas que amamos? Apesar
de trabalhar há anos como cirurgião, Atul Gawande só se apercebeu até
que ponto estava mal preparado para lidar com a morte quando foi
confrontado com a decadência do pai. Estaria o pai disposto a viver até
onde fosse medicamente possível? Ou só enquanto tivesse qualidade de
vida? E em casa ou num lar? O que era realmente importante? As
respostas, não lhe eram dadas por uma ciência cada vez mais
desumanizada. A medicina, com todos os extraordinários progressos
tecnológicos, tem vindo a centrar-se cada vez mais em (apenas) manter os
pacientes vivos. O coração falha? Há cirurgias, próteses e
transplantes. O resto pouco importa. Na pior das hipóteses o paciente
volta ao bloco operatório para nova intervenção. Esquecida fica assim a
vida nos intervalos das consultas e cirurgias. No entanto, conforme
defende Gawande, devemos encarar a medicina como uma forma de prolongar a
qualidade de vida. Existem geriatras, lares, hospitais, unidades de
cuidados paliativos que oferecem aos pacientes dignidade, auto-estima,
autonomia. Provam que o fim pode ser (re)escrito de outra maneira -
muito mais feliz. Leitura obrigatória para quem envelhece ou testemunha a
velhice, Ser Mortal é o melhor e mais pessoal livro de Atul
Gawande. Filosófico por vezes, comovente quase sempre, é a corajosa
narrativa de um médico que conhece os limites da ciência, mas também o
modo como ela nos pode servir melhor.
Sinopse
Ficha Técnica
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