Nomeado pela Vogue como um dos novos talentos a ter em conta, Jon McGregor (n. 1976) viu "Se Ninguém Falar das Coisas Maravilhosas", o seu primeiro e muito aclamado romance, surgir de imediato ao lado de nomes absolutamente consagrados na longlist do Booker Prize. Não ganharia o Booker mas conquistou, em 2003, o prestigiado Betty Trask Award, para melhor romance de um autor com menos de 35 anos, e o Somerset Maugham Award.Era o último dia do Verão. Uma tarde tranquila de domingo, numa rua igual às outras. Podia até ter sido uma tarde igual às outras, se não tivesse acontecido o que aconteceu. No seu quarto, no número dezoito, um jovem nervoso guarda as suas coisas: uma figurinha de barro, fotografias secretas dos vizinhos, lixo urbano. Duas portas mais abaixo, uma rapariga loira emala os seus pertences, incerta quanto ao que fará a seguir. Do outro lado da rua, um casal foge para o quarto e tranca a porta, um grupo de adolescentes regressa de uma noitada, um homem pinta os caixilhos das janelas. Há um churrasco algures, vozes à deriva, janelas abertas... como quase todos os dias.Mas este é um dia diferente. Um dia cheio até mais não de coisas não ditas, histórias de amor, ressentimentos não admitidos, triunfos por testemunhar e, próximo do fim, um momento terrível de tragédia.Mais tarde, a rapariga loira recordará este dia vezes sem conta. E, quando num encontro casual lhe vier parar às mãos caixa do rapaz do número dezoito, perguntará a si mesma como nunca se apercebeu de que ele estava apaixonado por si.Com uma clareza ofuscante, as vidas de uma rua urbana são apresentadas ao leitor com uma nitidez de polaroids. É raro um novo escritor exprimir-se com tamanha musicalidade e poesia e conseguir, através das suas palavras, fazer o mundo parecer completamente novo.
Sinopse
Nomeado pela Vogue como um dos novos talentos a ter em conta, Jon McGregor (n. 1976) viu "Se Ninguém Falar das Coisas Maravilhosas", o seu primeiro e muito aclamado romance, surgir de imediato ao lado de nomes absolutamente consagrados na longlist do Booker Prize. Não ganharia o Booker mas conquistou, em 2003, o prestigiado Betty Trask Award, para melhor romance de um autor com menos de 35 anos, e o Somerset Maugham Award.Era o último dia do Verão. Uma tarde tranquila de domingo, numa rua igual às outras. Podia até ter sido uma tarde igual às outras, se não tivesse acontecido o que aconteceu. No seu quarto, no número dezoito, um jovem nervoso guarda as suas coisas: uma figurinha de barro, fotografias secretas dos vizinhos, lixo urbano. Duas portas mais abaixo, uma rapariga loira emala os seus pertences, incerta quanto ao que fará a seguir. Do outro lado da rua, um casal foge para o quarto e tranca a porta, um grupo de adolescentes regressa de uma noitada, um homem pinta os caixilhos das janelas. Há um churrasco algures, vozes à deriva, janelas abertas... como quase todos os dias.Mas este é um dia diferente. Um dia cheio até mais não de coisas não ditas, histórias de amor, ressentimentos não admitidos, triunfos por testemunhar e, próximo do fim, um momento terrível de tragédia.Mais tarde, a rapariga loira recordará este dia vezes sem conta. E, quando num encontro casual lhe vier parar às mãos caixa do rapaz do número dezoito, perguntará a si mesma como nunca se apercebeu de que ele estava apaixonado por si.Com uma clareza ofuscante, as vidas de uma rua urbana são apresentadas ao leitor com uma nitidez de polaroids. É raro um novo escritor exprimir-se com tamanha musicalidade e poesia e conseguir, através das suas palavras, fazer o mundo parecer completamente novo.Ficha Técnica
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