Dos Evangelhos à aurora da psicanálise, passando pelas lendas medievais e os quadros da Renascença, do sonho colectivo às palavras individuais, das obras-primas às produções comerciais, cujo número é muito significativo, das celebrações alucinadas ao exorcismo cruel das paródias: cada século leva à insignificante história original a sua contribuição, as suas motivações psicológicas, a sua colecção de objectos simbólicos, até esse ponto de cristalização dos anos de 1890, em que a imagem de Salomé parece imobilizar-se. Assim se forma o mito, enriquecido por aluviões do imaginário dos homens. O banquete de Herodes transforma-se no cenário onde se representa a tentação do sacrilégio, o medo do desejo, a ideia do feminino e os próprios desafios da arte.
Sinopse
Dos Evangelhos à aurora da psicanálise, passando pelas lendas medievais e os quadros da Renascença, do sonho colectivo às palavras individuais, das obras-primas às produções comerciais, cujo número é muito significativo, das celebrações alucinadas ao exorcismo cruel das paródias: cada século leva à insignificante história original a sua contribuição, as suas motivações psicológicas, a sua colecção de objectos simbólicos, até esse ponto de cristalização dos anos de 1890, em que a imagem de Salomé parece imobilizar-se. Assim se forma o mito, enriquecido por aluviões do imaginário dos homens. O banquete de Herodes transforma-se no cenário onde se representa a tentação do sacrilégio, o medo do desejo, a ideia do feminino e os próprios desafios da arte.
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