Este pode ser um prefácio. Mas é, e quer ser principalmente, uma homenagem a uma poetisa portuguesa portadora de um robusto e originalíssimo pensamento estético e de um passado de agitadora cultural que transcende as barreiras das especialidades e dos géneros artísticos. Que transcende as próprias fronteiras da língua e da nação. Daí não parecer estranho caber a uma italiana a honra de prefaciar a obra poética de Salette Tavares. Por tudo o que a Itália, mito e realidade, arte e gente, passado e presente, tem representado na sua trajectória vital. Por tudo o que ela nos deve: mas também por tudo o que nós, italianos, lhe devemos em amor, inteligência, invenção, afinidades electivas. E porque ela, primeiro no convívio com o nosso pais e a escolha de mestres, amigos e interlocutores numa precisa faixa de intelectuais e artistas italianos e, depois, com a difusão na Itália dos seus escritos, poesia e ensaio, soube oferecer-nos a imagem de um Portugal exportador de cultura, partícipe e às vezes antecipador dos movimentos de vanguarda que caracterizam o nosso século e a nossa sensibilidade de modernos. (. . . ).
Sinopse
Este pode ser um prefácio. Mas é, e quer ser principalmente, uma homenagem a uma poetisa portuguesa portadora de um robusto e originalíssimo pensamento estético e de um passado de agitadora cultural que transcende as barreiras das especialidades e dos géneros artísticos. Que transcende as próprias fronteiras da língua e da nação. Daí não parecer estranho caber a uma italiana a honra de prefaciar a obra poética de Salette Tavares. Por tudo o que a Itália, mito e realidade, arte e gente, passado e presente, tem representado na sua trajectória vital. Por tudo o que ela nos deve: mas também por tudo o que nós, italianos, lhe devemos em amor, inteligência, invenção, afinidades electivas. E porque ela, primeiro no convívio com o nosso pais e a escolha de mestres, amigos e interlocutores numa precisa faixa de intelectuais e artistas italianos e, depois, com a difusão na Itália dos seus escritos, poesia e ensaio, soube oferecer-nos a imagem de um Portugal exportador de cultura, partícipe e às vezes antecipador dos movimentos de vanguarda que caracterizam o nosso século e a nossa sensibilidade de modernos. (. . . ).
Ficha Técnica
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