LINHAGEM DE NIROOrganizar uma exposição do pintor e poeta Robert De Niro, Sr. não se resume ao mero acto de seleccionar e pendurar quadros ao longo de paredes para poderem ser apreciados por todos aqueles que visitarem o Palácio Galveias. Trata-se de convocar, através dessa decisão, não só o estilo perfeccionista do artista, influenciado por pintores ilustres como Matisse, mas também um conjunto de relações que foram estabelecidas durante uma época particularmente rica da produção cultural norte-americana, envolvendo figuras tão representativas como Anaïs Nin, Henry Miller ou Tennessee Williams. É, portanto, toda essa atmosfera cultural de grande vitalidade e ousadia que está representada, ainda que obrigatoriamente de uma forma oblíqua, nesta exposição.E depois, a somar a isso, está Robert De Niro, Jr., o realizador e actor que tem vindo amarcar com a sua forte presença alguns dos momentos mais significativos do cinema norte-americano contemporâneo. Bastaria o simples mas elucidativo facto de estar em pessoa na inauguração da exposição do seu pai para justificar plenamente o título deste pequeno texto. E, para aqueles mais ligados à arte da imagem e da palavra, quero recordar um texto de Bernardo Bertollucci, escrito após a experiência de Novecento, singularmente intitulado Innamorarsi di Bob De Niro”: é disso que falamos. Pai e filho: linhagem.”Salvato Telles de Menezes
Sinopse
LINHAGEM DE NIROOrganizar uma exposição do pintor e poeta Robert De Niro, Sr. não se resume ao mero acto de seleccionar e pendurar quadros ao longo de paredes para poderem ser apreciados por todos aqueles que visitarem o Palácio Galveias. Trata-se de convocar, através dessa decisão, não só o estilo perfeccionista do artista, influenciado por pintores ilustres como Matisse, mas também um conjunto de relações que foram estabelecidas durante uma época particularmente rica da produção cultural norte-americana, envolvendo figuras tão representativas como Anaïs Nin, Henry Miller ou Tennessee Williams. É, portanto, toda essa atmosfera cultural de grande vitalidade e ousadia que está representada, ainda que obrigatoriamente de uma forma oblíqua, nesta exposição.E depois, a somar a isso, está Robert De Niro, Jr., o realizador e actor que tem vindo amarcar com a sua forte presença alguns dos momentos mais significativos do cinema norte-americano contemporâneo. Bastaria o simples mas elucidativo facto de estar em pessoa na inauguração da exposição do seu pai para justificar plenamente o título deste pequeno texto. E, para aqueles mais ligados à arte da imagem e da palavra, quero recordar um texto de Bernardo Bertollucci, escrito após a experiência de Novecento, singularmente intitulado Innamorarsi di Bob De Niro”: é disso que falamos. Pai e filho: linhagem.”Salvato Telles de MenezesFicha Técnica
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