O pluralismo e a permissividade criativa constituem talvez a característica mais marcante da arte das últimas décadas do século XX. Num movimento de aceleração dos seus ritmos e de desconstrução das suas estruturas tradicionais, a criação artística reflectiu de um modo particularmente agudo as transformações culturais da Modernidade. É diante da extrema pluralidade de modos de produzir e de experienciar a arte que, na contemporaneidade, nasce o problema do relativismo axiológico: poderemos, hoje, não estar perante o confronto de distintas e fundadas propostas de recepção crítica da arte ou do real, mas perante uma efectiva ausência de critérios de recepção. Ora, o movimento de questionamento interno conduzido pelas vanguardas do século XX exige um correlativo aperfeiçoamento dos instrumentos de recepção crítica: a Estética e a Crítica devem ser capazes de responder criativamente ao permanente refazer da identidade da arte. Partindo da leitura crítica da obra plástica de Marcel Duchamp e da reflexão estética de Arthur C. Danto, este livro apresenta uma proposta de superação do relativismo axiológico. Mostrando como uma estética de cariz essencialista concorre para radicalizar o relativismo axiológico por homorreferencialidade, e assumindo o relativismo como condição da sua própria superação, propõe-se o conceito de Transcontextualidade e a valoração positiva dos índices de Heterorreferencialidade como critérios operativos de recepção crítica das obras de arte.
Sinopse
O pluralismo e a permissividade criativa constituem talvez a característica mais marcante da arte das últimas décadas do século XX. Num movimento de aceleração dos seus ritmos e de desconstrução das suas estruturas tradicionais, a criação artística reflectiu de um modo particularmente agudo as transformações culturais da Modernidade. É diante da extrema pluralidade de modos de produzir e de experienciar a arte que, na contemporaneidade, nasce o problema do relativismo axiológico: poderemos, hoje, não estar perante o confronto de distintas e fundadas propostas de recepção crítica da arte ou do real, mas perante uma efectiva ausência de critérios de recepção. Ora, o movimento de questionamento interno conduzido pelas vanguardas do século XX exige um correlativo aperfeiçoamento dos instrumentos de recepção crítica: a Estética e a Crítica devem ser capazes de responder criativamente ao permanente refazer da identidade da arte. Partindo da leitura crítica da obra plástica de Marcel Duchamp e da reflexão estética de Arthur C. Danto, este livro apresenta uma proposta de superação do relativismo axiológico. Mostrando como uma estética de cariz essencialista concorre para radicalizar o relativismo axiológico por homorreferencialidade, e assumindo o relativismo como condição da sua própria superação, propõe-se o conceito de Transcontextualidade e a valoração positiva dos índices de Heterorreferencialidade como critérios operativos de recepção crítica das obras de arte.Ficha Técnica
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