Crónica de costumesEra um jornalista da gravura”, orgulhoso de ser boémio e não recebedor de louvores de Belém, aplicando farpas visuais que não poupavam ninguém, agradáveis ao amigo Eça (para quem ilustrou as ditas Farpas). Rafael Bordalo Pinheiro deixou 10 mil páginas de cenas, caricaturas e desenhos. Os primeiros feitos, ainda, numa mansa caricatura folclórica, os outros já num festim cornucópio e delirante, onde se reconhece um Portugalzinho de teatros burlescos e hábitos provincianos, politiquices e figurões, verdadeira paródia de comédia portugueza”. Bem longe do país realista do irmão pintor, Columbano, deu-lhe até para criar o ícone lusitano, um desbragado Zé-Povinho que ainda hoje nos faz os seus manguitos e cumpriu 130 anos de nascimento.João Paulo Cotrim traçou o rasto ao artista – republicano, anticlerical, libertário, sim senhor, entre outros epítetos que haveria de recolher na pança larga e no humor ainda mais distendido. E fê-lo com economia de palavras, escolhendo iluminar momentos, amizades, afectos, que revelam a faceta mais humana do eterno trocista. A acompanhar o muito material fotográfico e, essencialmente, esse tesouro de desenhos (muitos deles feitos para a revista Lanterna Mágica) que marcou o imaginário popular, este volume tem ainda uma cronologia comentada. [...][E]sta fotobiografia é ‘cousa’ imperdível.”Sílvia Souto Cunha, Visão, 14 de Julho de 2005.
Nasceu em Lisboa, no ano de 1965. É jornalista, tendo colaborado em órgãos de comunicação social como SIC, TSF, assim como em publicações nacionais e...
Sinopse
Crónica de costumesEra um jornalista da gravura”, orgulhoso de ser boémio e não recebedor de louvores de Belém, aplicando farpas visuais que não poupavam ninguém, agradáveis ao amigo Eça (para quem ilustrou as ditas Farpas). Rafael Bordalo Pinheiro deixou 10 mil páginas de cenas, caricaturas e desenhos. Os primeiros feitos, ainda, numa mansa caricatura folclórica, os outros já num festim cornucópio e delirante, onde se reconhece um Portugalzinho de teatros burlescos e hábitos provincianos, politiquices e figurões, verdadeira paródia de comédia portugueza”. Bem longe do país realista do irmão pintor, Columbano, deu-lhe até para criar o ícone lusitano, um desbragado Zé-Povinho que ainda hoje nos faz os seus manguitos e cumpriu 130 anos de nascimento.João Paulo Cotrim traçou o rasto ao artista – republicano, anticlerical, libertário, sim senhor, entre outros epítetos que haveria de recolher na pança larga e no humor ainda mais distendido. E fê-lo com economia de palavras, escolhendo iluminar momentos, amizades, afectos, que revelam a faceta mais humana do eterno trocista. A acompanhar o muito material fotográfico e, essencialmente, esse tesouro de desenhos (muitos deles feitos para a revista Lanterna Mágica) que marcou o imaginário popular, este volume tem ainda uma cronologia comentada. [...][E]sta fotobiografia é ‘cousa’ imperdível.”Sílvia Souto Cunha, Visão, 14 de Julho de 2005.Ficha Técnica
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