"Preparativos de Viagem" prossegue com a coleção das obras reunidas de Mario Quintana. A colecção conta com plano de edição e organização de Tânia Franco Carvalhal, também responsável pela cronologia e pela bibliografia. A fixação do texto é de Lúcia Rebello e Suzana Kanter, e o belo prefácio deste volume, de Edson Rosa da Silva. Um dos charmes particulares deste volume, além de ser uma colectânea organizada pelo autor, é ser uma edição dupla: cada poema aparece também em fac-símile do manuscrito. Tratando-se do tema que se trata, isto adquire um significado especial. Pois a “viagem” de Quintana é, na maior parte dos poemas do livro, metafórica: é a grande viagem, a viagem que se dá através do tempo (quando não é, é a pequena viagem pelas ruas da cidade). Os “preparativos” para ela são, portanto, a própria vida. Essa grande viagem temporal é então tratada, como seria de acontecer em Quintana, em diferentes tons, modos e formas, do poema curtíssimo ao mais extenso, da forma rimada ao verso livre, do tom irônico ao meditativo, da abordagem visual à emocional. E mesmo sutilmente erótica, como, por exemplo, no tão belo quanto pequeno “A adolescente”: “Arvorezinha crescendo... / crescendo... / crescendo... / Até brotarem dois pomos!”.
Sinopse
"Preparativos de Viagem" prossegue com a coleção das obras reunidas de Mario Quintana. A colecção conta com plano de edição e organização de Tânia Franco Carvalhal, também responsável pela cronologia e pela bibliografia. A fixação do texto é de Lúcia Rebello e Suzana Kanter, e o belo prefácio deste volume, de Edson Rosa da Silva. Um dos charmes particulares deste volume, além de ser uma colectânea organizada pelo autor, é ser uma edição dupla: cada poema aparece também em fac-símile do manuscrito. Tratando-se do tema que se trata, isto adquire um significado especial. Pois a “viagem” de Quintana é, na maior parte dos poemas do livro, metafórica: é a grande viagem, a viagem que se dá através do tempo (quando não é, é a pequena viagem pelas ruas da cidade). Os “preparativos” para ela são, portanto, a própria vida. Essa grande viagem temporal é então tratada, como seria de acontecer em Quintana, em diferentes tons, modos e formas, do poema curtíssimo ao mais extenso, da forma rimada ao verso livre, do tom irônico ao meditativo, da abordagem visual à emocional. E mesmo sutilmente erótica, como, por exemplo, no tão belo quanto pequeno “A adolescente”: “Arvorezinha crescendo... / crescendo... / crescendo... / Até brotarem dois pomos!”.
Ficha Técnica
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