Porquê tanto empenho? Se eu sei que as nações são mortais, que a forma estado-nação é mortal, que a prazo de duas ou três gerações, uma política educativa bem pensada e aplicada pode fazer dos portugueses, primeiro de que portugueses, europeus..., e eu sei tudo isto, se com tudo isto eu tenho acesso ao relativo, por que é que estou tão agarrado a Portugal e a ser português?Uma certa distanciação... eu consigo. Mas nem por isso deixo de estar agarrado ao de que me distancio... Porquê? Tenho de o reconhecer: é um reflexo irracional.Sem nenhuma irracionalidade? Há alguma no medo de perder os fundamentos? Fundamentalmente português, se perdesse o meu fundamento perder-me-ia. A razão fundamental do meu non possumus provém do instinto vital. Subjectivo? O mais profundamente subjectivo. Mas não sou, com certeza, o último moicano. Há outros, penso eu, sofrendo do mesmo sentimento. Fazem maioria? Ou uma imensa minoria, como gostava de dizer Juan Ramon Guimenez?Regressando ao plano de um livro deste género. Ele exerce o direito e o dever de cidadão – tanto mais que o lance é decisivo para o futuro do seu País – de dizer das suas razões. Disse.
Sinopse
Porquê tanto empenho? Se eu sei que as nações são mortais, que a forma estado-nação é mortal, que a prazo de duas ou três gerações, uma política educativa bem pensada e aplicada pode fazer dos portugueses, primeiro de que portugueses, europeus..., e eu sei tudo isto, se com tudo isto eu tenho acesso ao relativo, por que é que estou tão agarrado a Portugal e a ser português?Uma certa distanciação... eu consigo. Mas nem por isso deixo de estar agarrado ao de que me distancio... Porquê? Tenho de o reconhecer: é um reflexo irracional.Sem nenhuma irracionalidade? Há alguma no medo de perder os fundamentos? Fundamentalmente português, se perdesse o meu fundamento perder-me-ia. A razão fundamental do meu non possumus provém do instinto vital. Subjectivo? O mais profundamente subjectivo. Mas não sou, com certeza, o último moicano. Há outros, penso eu, sofrendo do mesmo sentimento. Fazem maioria? Ou uma imensa minoria, como gostava de dizer Juan Ramon Guimenez?Regressando ao plano de um livro deste género. Ele exerce o direito e o dever de cidadão – tanto mais que o lance é decisivo para o futuro do seu País – de dizer das suas razões. Disse.Ficha Técnica
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