«Assim surgia uma língua, nova e límpida. Era o ano de 1944, Sophia
publicava o primeiro livro, com o mais justo dos títulos: Poesia. Todos
os outros livros, mais tarde, poderiam receber o mesmo baptismo, o mesmo
nome preciso: essa condição de poesia, que é feitura do poema, trabalho
oficinal, mas também resgate entre ruínas e morte, renascimento da
exaltação. Ou seja: agon, combate pela forma, combate contra as ruínas
do mundo, surpresa final das mãos nunca vazias. Pois esta poesia nasce
num lugar esgotado, deserto; e é apesar das ruínas que de tudo se ergue o
poema. Forte, elemental, sim; mas jorrando do terror, de ruínas que não
falam, de uma língua herdada já exangue.» (Pedro Eiras). As edições de Sophia de Mello Breyner Andresen na Assírio & Alvim preservam a antiga grafia.
Sinopse
As edições de Sophia de Mello Breyner Andresen na Assírio & Alvim preservam a antiga grafia.
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