“(…) Estamos perante uma visão do mundo de feição romântica, que
concentra no amor a justificação da existência. É certo que o romantismo
nunca deixou de influenciar a poesia portuguesa, e que os
neo-confessionalismos recuperaram o tema do sofrimento passional, mas as
poetas têm-se mostrado reticentes a esse discurso que o feminismo
estigmatizou, acusando-o de idealizar a mulher ou mitificar o homem,
tornando-os criaturas falsas, alienadas. Em autoras mais novas, o
lirismo amoroso, mesmo quando é sugerido, vê-se logo ironizado ou
sabotado. Nesse sentido, a poética de Maria do Rosário Pedreira parece
deslocada no tempo, e assume todos os riscos «intempestivos» de um
aparente confessionalismo sentimental.” (do Prefácio, de Pedro Mexia)
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