Na obra de Sophia sucede uma conciliação entre Atenas e
Jerusalém, entre Evangelho e Grécia. Sempre a partir dum sujeito
que busca no dizer o ser das coisas, sem que uma ou outra parte
desta conciliação tome prevalência, a poesia de Sophia, socorrendo-
-se de símbolos, imagens, histórias, lendas – de Cristo a Antígona,
das Ménades a menina do Mar, consubstancia figurações de
heroísmo, de justiça, da transcendência plenificante ou de pobreza
contingente.
Define Sophia a poesia como caminho para o real, como busca de
uma aliança positiva com as coisas. Neste caminho para o real
sentido e vivido, representado por símbolos, movimentos cívicos,
atitudes, está a busca da transcendência na poesia de Sophia. Por
isso, a tensão que a alimenta é entre dois mundos e são esses dois
mundos que procuramos surpreender em Sophia.
Entre a recusa e a invocação, entre ruptura e instauração, entre
a espessura do mal e a justiça dos deuses, entre o tempo dividido
e o tempo aberto, logra-se uma tensão que atinge os confins na
tensão entre a morte e a ressurreição.
Aparecem também em Sophia várias figurações gregas e cristãs
de exemplari?dade, fazendo ressaltar a idealização onde se
inscrevem os tópicos duma possível leitura teológica, tais como,
a relação entre o poder e a consciên?cia, a relação entre liberdade,
esperança e ressurreição e, finalmente, o rosto de um Deus sempre
procurado e figurado e sempre oculto.
O que permite uma leitura teológica da obra de Sophia é
precisamente a perseguição do real por uma linguagem que longe
de qualquer didatismo, é um autêntico acontecer no sentido que
lhe dá Gadamer, aqui de acordo com Heidegger
Sinopse
Na obra de Sophia sucede uma conciliação entre Atenas e Jerusalém, entre Evangelho e Grécia. Sempre a partir dum sujeito que busca no dizer o ser das coisas, sem que uma ou outra parte desta conciliação tome prevalência, a poesia de Sophia, socorrendo- -se de símbolos, imagens, histórias, lendas – de Cristo a Antígona, das Ménades a menina do Mar, consubstancia figurações de heroísmo, de justiça, da transcendência plenificante ou de pobreza contingente. Define Sophia a poesia como caminho para o real, como busca de uma aliança positiva com as coisas. Neste caminho para o real sentido e vivido, representado por símbolos, movimentos cívicos, atitudes, está a busca da transcendência na poesia de Sophia. Por isso, a tensão que a alimenta é entre dois mundos e são esses dois mundos que procuramos surpreender em Sophia. Entre a recusa e a invocação, entre ruptura e instauração, entre a espessura do mal e a justiça dos deuses, entre o tempo dividido e o tempo aberto, logra-se uma tensão que atinge os confins na tensão entre a morte e a ressurreição. Aparecem também em Sophia várias figurações gregas e cristãs de exemplari?dade, fazendo ressaltar a idealização onde se inscrevem os tópicos duma possível leitura teológica, tais como, a relação entre o poder e a consciên?cia, a relação entre liberdade, esperança e ressurreição e, finalmente, o rosto de um Deus sempre procurado e figurado e sempre oculto. O que permite uma leitura teológica da obra de Sophia é precisamente a perseguição do real por uma linguagem que longe de qualquer didatismo, é um autêntico acontecer no sentido que lhe dá Gadamer, aqui de acordo com HeideggerFicha Técnica
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