O vaso estava já cheio, pronto a transbordar, recordações esganavam-se em anelo escoar. Surgiu a palavra, o papel e a caneta que logo ali foram usadas para recordar ideias, pintar e separar o grande emaranhado que flanava dentro da minha mente, ajudando a lutar contra deletérios momentos. Escrevi, recordei, diverti-me e relembrei como terapia escrita em receita de senhor doutor. Cada cor, cada esquina, cada árvore e cada acção está bem gravada porque eu já lá não estou mais, se estivesse talvez desvalorizasse os momentos, se estivesse não me seria permitido acreditar que tinha vivido tudo aquilo que neste livro é destapado por vezes em vernáculo dizer. Mas tal como uma injecção, o acto fez-me sofrer, chorar, saudoso dos que já partiram, feliz por lhes ter pertencido. Este é assim, um livro sofrido, gostoso, um livro de alma onde se é dado encómeos destaque a pessoas simples em lugar simples onde se tacteia a memória perseguindo a sombra das minhas recordações. Histórias que estão estoriadas em novelos coloridos, palavras e ideias compostas em bi-ling em miscigenados dizeres e muitas delas vividas na primeira pessoa. Assim se pinta África nos anos sessenta, assim se canta África nos anos setenta e assim se chorou a Terra Mãe nos oitenta revivendo agora, em continuum, os presentes momentos. Tento pois, expulsar a dor nestes pequenos retalhos contados de quem perdeu o seu regresso. Raças, cores, ideologias? O que é isso para quem só deseja apenas viver! Para Além da Terra é por tudo isto um grito de revolta à contínua destruição do presente, à acção de quem estragou o sonho de uma criança e um gáudio em louvor à aceitação daquilo que é sempre provisório, A VIDA.
Sinopse
O vaso estava já cheio, pronto a transbordar, recordações esganavam-se em anelo escoar. Surgiu a palavra, o papel e a caneta que logo ali foram usadas para recordar ideias, pintar e separar o grande emaranhado que flanava dentro da minha mente, ajudando a lutar contra deletérios momentos. Escrevi, recordei, diverti-me e relembrei como terapia escrita em receita de senhor doutor. Cada cor, cada esquina, cada árvore e cada acção está bem gravada porque eu já lá não estou mais, se estivesse talvez desvalorizasse os momentos, se estivesse não me seria permitido acreditar que tinha vivido tudo aquilo que neste livro é destapado por vezes em vernáculo dizer. Mas tal como uma injecção, o acto fez-me sofrer, chorar, saudoso dos que já partiram, feliz por lhes ter pertencido. Este é assim, um livro sofrido, gostoso, um livro de alma onde se é dado encómeos destaque a pessoas simples em lugar simples onde se tacteia a memória perseguindo a sombra das minhas recordações. Histórias que estão estoriadas em novelos coloridos, palavras e ideias compostas em bi-ling em miscigenados dizeres e muitas delas vividas na primeira pessoa. Assim se pinta África nos anos sessenta, assim se canta África nos anos setenta e assim se chorou a Terra Mãe nos oitenta revivendo agora, em continuum, os presentes momentos. Tento pois, expulsar a dor nestes pequenos retalhos contados de quem perdeu o seu regresso. Raças, cores, ideologias? O que é isso para quem só deseja apenas viver! Para Além da Terra é por tudo isto um grito de revolta à contínua destruição do presente, à acção de quem estragou o sonho de uma criança e um gáudio em louvor à aceitação daquilo que é sempre provisório, A VIDA.
Ficha Técnica
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