A paisagem anuncia-se como modo convencional de apresentar a relação entre a natureza e a arte e como modelo mais frequente de a comunicar. Enquanto tema, género e modelo académico, a paisagem tem um enorme peso na tradição artística ocidental, no interior daquela que já foi chamada a civilização mimética que, desde a antiguidade clássica até ao presente, periodicamente se tem renovado. Na reflexão que ocupa as páginas deste volume, toma-se a paisagem como uma entre outras formas de «descoberta visual do mundo» e assume-se que essa descoberta nada tem de inocente. A paisagem como descoberta visual do mundo encontra-se nos antípodas daquele que seria um «olhar sem escola», próprio de uma atitude virgem e desinformada, desinibida, frente à natureza. A paisagem na arte corresponde, de facto, a um olhar com escola, a um olhar habituado e educado.
Sinopse
A paisagem anuncia-se como modo convencional de apresentar a relação entre a natureza e a arte e como modelo mais frequente de a comunicar. Enquanto tema, género e modelo académico, a paisagem tem um enorme peso na tradição artística ocidental, no interior daquela que já foi chamada a civilização mimética que, desde a antiguidade clássica até ao presente, periodicamente se tem renovado. Na reflexão que ocupa as páginas deste volume, toma-se a paisagem como uma entre outras formas de «descoberta visual do mundo» e assume-se que essa descoberta nada tem de inocente. A paisagem como descoberta visual do mundo encontra-se nos antípodas daquele que seria um «olhar sem escola», próprio de uma atitude virgem e desinformada, desinibida, frente à natureza. A paisagem na arte corresponde, de facto, a um olhar com escola, a um olhar habituado e educado.Ficha Técnica
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