A presente obra procura compreender o contexto e a relevância histórica da sensibilidade que Ruy Belo (1933-1978) enunciou no poema "Nós os Vencidos do Catolicismo", publicado em 1970. Para além de um breve enquadramento da militância e das dissidências internas do campo católico até finais dos anos 50, aborda-se a renovação posterior de alguns sectores do catolicismo em torno de quatro vectores de análise: humanismo, progressismo, vanguarda e crise. A pertinência da mutação sócio-cultural que é revelada pelo afastamento progressivo da Igreja Católica, nos decénios de 60 e 70 do século XX, por parte destes novos católicos, é observada a partir da sua dimensão religiosa, sobretudo enquanto procura de um sentido de vida e de experiência “autêntica” de fé. Para tal, abordam-se os casos particulares de Ruy Belo e José da Felicidade Alves (1925-1998), e de outras figuras relevantes nesse período, de forma a esclarecer o que representam os “vencidos do catolicismo”.
Sinopse
A presente obra procura compreender o contexto e a relevância histórica da sensibilidade que Ruy Belo (1933-1978) enunciou no poema "Nós os Vencidos do Catolicismo", publicado em 1970. Para além de um breve enquadramento da militância e das dissidências internas do campo católico até finais dos anos 50, aborda-se a renovação posterior de alguns sectores do catolicismo em torno de quatro vectores de análise: humanismo, progressismo, vanguarda e crise. A pertinência da mutação sócio-cultural que é revelada pelo afastamento progressivo da Igreja Católica, nos decénios de 60 e 70 do século XX, por parte destes novos católicos, é observada a partir da sua dimensão religiosa, sobretudo enquanto procura de um sentido de vida e de experiência “autêntica” de fé. Para tal, abordam-se os casos particulares de Ruy Belo e José da Felicidade Alves (1925-1998), e de outras figuras relevantes nesse período, de forma a esclarecer o que representam os “vencidos do catolicismo”.
Ficha Técnica
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