"Numa perspectiva de história do quotidiano, o presente livro propõe-se estudar quem eram e como viviam os indigentes na Lisboa do 1.º terço do século XX. Ao abordar o estudo de uma categoria social marginalizada e, por isso, sem capacidade de se autorepresentar, o seu retrato é esboçado através do olhar de outros indivíduos, de classes sociais diferentes e a partir da análise de dois sistemas que lhe servem de enquadramento social: a assistência e a repressão.Os valores herdados do século XIX, como a valorização do trabalho e a rejeição da ociosidade, bem como a crescente importância da família como célula-base da sociedade favorece o aparecimento de vadios, vagabundos, mendigos, sem meios e sem abrigo.Os ""pobres"" são estigmatizados e tornam-se alvo de atitudes de condenação e medo, o que dificultava a sua reinserção social.Face a esta situação subsistiam duas atitudes básicas: a caritativa e a repressiva, que frequentemente se entrecruzavam, sendo por vezes de difícil distinção, particularmente no caso das camadas mais jovens, pois a instituições não tinham um carácter repressivo mas de reeducação e de reinserção.Este livro pretende dar o retrato do indigente no seu meio, fazendo simultaneamente a análise das diferentes formas de assistência e das medidas de repressão e/ou regeneração então aplicadas a esta categoria social."
Sinopse
"Numa perspectiva de história do quotidiano, o presente livro propõe-se estudar quem eram e como viviam os indigentes na Lisboa do 1.º terço do século XX. Ao abordar o estudo de uma categoria social marginalizada e, por isso, sem capacidade de se autorepresentar, o seu retrato é esboçado através do olhar de outros indivíduos, de classes sociais diferentes e a partir da análise de dois sistemas que lhe servem de enquadramento social: a assistência e a repressão.Os valores herdados do século XIX, como a valorização do trabalho e a rejeição da ociosidade, bem como a crescente importância da família como célula-base da sociedade favorece o aparecimento de vadios, vagabundos, mendigos, sem meios e sem abrigo.Os ""pobres"" são estigmatizados e tornam-se alvo de atitudes de condenação e medo, o que dificultava a sua reinserção social.Face a esta situação subsistiam duas atitudes básicas: a caritativa e a repressiva, que frequentemente se entrecruzavam, sendo por vezes de difícil distinção, particularmente no caso das camadas mais jovens, pois a instituições não tinham um carácter repressivo mas de reeducação e de reinserção.Este livro pretende dar o retrato do indigente no seu meio, fazendo simultaneamente a análise das diferentes formas de assistência e das medidas de repressão e/ou regeneração então aplicadas a esta categoria social."Ficha Técnica
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