A questão central é a dos efeitos da declaração de insolvência sobre o
contrato-promessa com eficácia obrigacional, entrega de sinal e tradição
da coisa. Depois de um percurso algo "acidentado", o Supremo Tribunal
de Justiça fixou jurisprudência no sentido que o consumidor
promitente-comprador em contrato com eficácia meramente obrigacional com
traditio, devidamente sinalizado, que não obtém o cumprimento do
negócio por parte do administrador da insolvência, goza do direito de
retenção. Com a jurisprudência fixada, a questão parece perder
interesse. Nada mais enganador. Por um lado, não ficam absolutamente
precludidas decisões em sentido contrário. Por outro lado, permanece em
aberto a questão de saber o que acontece no caso do promitente-comprador
não consumidor. Na realidade, a discussão ganha novo fôlego. Obras
fundamentais sobre o tema são bem-vindas e mesmo necessárias.
Sinopse
Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)