Os Cinquenta Poemas do Amor Furtivo e Outros Poemas Eróticos da Índia Antiga Fechar

Os Cinquenta Poemas do Amor Furtivo e Outros Poemas Eróticos da Índia Antiga

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Sinopse

Os cinquenta poemas do Amor Furtivo, assim como os outros que se lhe seguem, foram escritos em sânscrito. Sânscrito significa refinado ou aperfeiçoado. Aplicado à língua implica um contraste com o prakrit, a língua vernácula que se desenvolveu independentemente no norte da Índia. O sânscrito, depois do gramático Panini ter procedido à sua sistematização no século IV a.C., era a língua usada pelos brâmanes e pelos poetas. Caiu em desuso depois do século XII, acusando talvez o efeito de se ter divorciado do processo a que uma língua vernácula é sujeita. Como observou Kabir (um poeta místico que escreveu em hindi) o sânscrito era como a água duma ânfora, a língua comum como a água dum rio. […]Na Índia antiga, o sexo não era considerado em oposição à espiritualidade. Ao acto sexual era atribuído um lugar de honra. Homens e mulheres estudavam o Kama Sutra e textos similares. Os templos estavam cobertos de baixos-relevos ilustrando as mais diversas posições sexuais. Não é de admirar que uma percentagem significativa dos poemas que sobreviveram às monções, às guerras e chegaram até nós sejam poemas eróticos. A experiência erótica completa, desde o desabrochar do amor até depois da sua consumação, está brilhantemente representada nesses poemas.O Caurapankasika (os cinquenta poemas do ladrão de amor) é atribuído a Bilhana, um poeta que terá vivido na Caxemira no século XI d.C. Segundo a lenda, Bilhana terá sido contratado como preceptor da filha dum rei. Uma das disciplinas administradas era a arte erótica. Muito rapidamente o poeta e a princesa terão sucumbido a uma paixão avassaladora. Descoberto, Bilhana foi condenado à morte por empalamento. Consoante ia subindo os degraus que o levavam ao cadafalso, foi evocando a princesa e a paixão que os unia em cinquenta poemas cuja beleza era tal que a própria deusa Kali intercedeu junto do rei para que lhe perdoasse. Existe um grande número de manuscritos do Caurapankasika, o que prova a sua popularidade. A versão aqui apresentada é a do norte da Índia, e foi realizada a partir de traduções em línguas ocidentais.Jorge Sousa Braga  

Ficha Técnica

  • Editora: Assírio & Alvim
  • Colecção: Documenta Poética
  • Data de Publicação: 2004
  • Encadernação: Capa Mole - 104 páginas páginas
  • Idioma: Português
  • ISBN: 9789723708981
  • Dimensões do livro: -
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